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    Guerra vai acelerar transição energética para fontes alternativas, diz professor

    À CNN Rádio, Maurício Tolmasquim avaliou que fontes renováveis agora são questão estratégica para independência energética

    Tolmasquim acredita que veremos “um aumento da energia eólica e solar” ainda maior
    Tolmasquim acredita que veremos “um aumento da energia eólica e solar” ainda maior 17/12/2012REUTERS/Sergio Perez

    Amanda GarciaBruna Salesda CNN

    em São Paulo

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    A Guerra na Ucrânia tornou evidente a dependência, em especial de países europeus, do petróleo e gás natural da Rússia.

    Essa situação, a médio prazo, vai “acelerar fortemente a transição energética para fontes que dependam menos do petróleo”, para o ex-presidente da Empresa de Pesquisa Energética e professor do Programa de Planejamento Energético da Coppe/UFRJ, Maurício Tolmasquim.

    À CNN Rádio, ele ponderou que, a curto prazo, “pode até se ver um aumento das emissões, porque talvez aumente o consumo de carvão”, devido à alta do preço do gás natural.

    No entanto, o especialista reforçou que fontes renováveis, antes uma questão ambiental, “passaram a ser estratégicas para a independência energética da Europa”.

    Tolmasquim acredita que veremos “um aumento da energia eólica e solar” ainda maior.

    “Não só onshore, em terra, mas também offshore, no mar. Vamos ver um fortalecimento nas iniciativas de mobilidade elétrica, já que o aumento do petróleo impacta os derivados e as pessoas que têm carro.”

    Outra alternativa a longo prazo é o hidrogênio verde, que, de acordo com ele, pode ser produzido usando fontes renováveis.

    “O Brasil começa ter projetos, para explorar energia eólica no mar offshore, com plantas que vão poder produzir hidrogênio. O Chile já sai na frente, com energia solar no deserto do Atacama.”

    O professor vê o Brasil “um pouco atrás no processo” e reforça que “é preciso que se tenha investimentos e apoio do governo”.

    “O Brasil tem condições de produzir energia de fontes renováveis muito mais barata, e pode fazer hidrogênio mais competitivo, para exportação”.

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