Inverno cripto chegou; saiba se é hora de comprar ou vender as moedas digitais

Entre 1º e 11 de maio, a cripto luna foi a moeda digital que mais desvalorizou, apontou um levantamento do QR Asset Management

Bitcoin e o ether tombaram cerca de 18% cada no mês
Bitcoin e o ether tombaram cerca de 18% cada no mês Alesia Kozik/ Pexels

Artur Nicocelido CNN Brasil Business

em São Paulo

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Há alguns dias, o mercado de criptomoedas entrou no chamado bear market, ou inverno cripto, nome usado para definir um período de queda geral dos preços de uma determinada classe de ativos – e, desta vez, são as moedas digitais.

Levantamento realizado pelo QR Asset Management, a pedido do CNN Brasil Business, apontou que entre 1º de maio e a última quarta-feira (11), a criptomoeda luna foi a que mais desvalorizou no período, com queda de 98,51%. Logo em, seguida está o avalanche, com recuo de 42,21%.

O pano de fundo para a queda geral dos criptoativos é o cenário macro, apontou Theodoro Fleury, gestor da QR Asset Management, com a deterioração das expectativas de inflação nos EUA e a correlação entre o mercado cripto e os ativos de risco tradicionais.

Porém, o luna caiu especificamente por causa de uma falha em seu algoritmo usado para manter a paridade da stablecoin UST com o dólar.

Já o avalanche, a solana e a polkadot – que são blockchains alternativas ao ethereum – costumam ser mais voláteis, explicou Fleury, portanto, “é normal” apresentarem uma queda mais acentuada em um mês que o bitcoin e o ether tombaram cerca de 18% cada.

O que fazer?

Apesar de os investidores assistirem suas carteiras derreterem na última semana, especialistas afirmaram ao CNN Brasil Business que esse não é o melhor momento para se vender as criptomoedas, mas segurá-las e comprar mais.

Ney Pimenta, fundador e CEO da BitPreço, explica que esse movimento de queda generalizada é um ciclo comum que acontece após um processo de queima de criptomoedas que reduz pela metade a quantidade disponível no mercado, chamada halving.

“[O inverno cripto é] uma correção muito forte dos preços, que costuma demorar alguns meses, até os preços conseguirem se atualizar”. Por isso, ele acredita que não é o momento de desmontar as carteiras porque “as pessoas vão se arrepender quando os valores voltarem [a subir]”.

João Marco Cunha, gestor de portfólio da hashdex, também comenta que, historicamente, os criptoativos recompensaram generosamente os investidores que foram resilientes o bastante para aguentar os momentos de maior turbulência.

E ele aponta ainda que os principais fundamentos das teses de investimento em criptoativos seguem firmes a despeito da atual circunstância do mercado. “Não haveria, portanto, razão para vender”.

Mas Caio Villa, cofundador e CIO da Uniera, lembra que, apesar de a ideia sempre ser comprar na baixa e vender na alta, o investidor precisa estar disposto a perder aquele montante que está sendo aplicado. “Esse é o princípio básico dos ativos criptos”.

“E também é importante investir em ativos que tenham fundamento, não em memecoins ou outras classes que trabalham apenas com a especulação do mercado”.

Dessa forma, o CEO da BitPreço recomenda apenas a compra de ethereum e bitcoin.

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