Jeff Bezos promete US$ 1 bilhão para preservar meio ambiente

Dinheiro será voltado para "criar, expandir, gerenciar e monitorar áreas protegidas e conservadas"

Jeff Bezos cria fundo para preservar meio ambiente
Jeff Bezos cria fundo para preservar meio ambiente dpa/picture alliance via Getty I

Tamires Vitoriodo CNN Brasil Business

em São Paulo

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Um dos homens mais ricos do mundo e fundador da varejista Amazon, Jeff Bezos prometeu, na segunda-feira (20), doar US$ 1 bilhão para a preservação de 30% do solo e da água do planeta Terra até 2030.

Em um evento que aconteceu em Nova York, Bezos afirmou que “nos unindo com o foco certo e com a criatividade, podemos ter tanto os benefícios das nossas vidas modernas quanto um mundo natural próspero”.

A ideia é que o recurso venha de um fundo que Bezos criou para a preservação do meio ambiente, chamado de Bezos Earth Fund (ou “Fundo Bezos para a Terra”, em tradução literal), cujo objetivo é conseguir uma arrecadação total de US$ 10 bilhões em uma década, segundo o site oficial da fundação.

O dinheiro, como afirma a instituição em um comunicado à imprensa, será voltado para “criar, expandir, gerenciar e monitorar áreas protegidas e conservadas”, além de marcar “um compromisso para lutar contra as mudanças climáticas e restaurar a natureza, ao mesmo tempo em que avançamos na justiça ambiental e na oportunidade econômica”. A organização também irá focar em ações de carbono e “enfatizará o papel de comunidades locais e indígenas nos esforços para a conservação ambiental”.

“Quando as pessoas se apegam aos ‘bons velhos tempos’ e glamorizam o passado, estão quase sempre erradas. Pela maioria das métricas, a vida é melhor do que era no passado. As taxas de pobreza global são mais baixas, a mortalidade infantil e a expectativa de vida são melhores, e as taxas de educação são muito mais elevadas”, disse Bezos no evento.

“Mas há uma notável exceção — a natureza não é melhor hoje do que era há 500 anos, quando desfrutávamos de florestas intactas, rios limpos, e do ar puro da era pré-industrial. Podemos e devemos inverter esta anomalia. Se nos unirmos com o foco certo e com a criatividade, podemos ter tanto os benefícios das nossas vidas modernas quanto um mundo natural próspero. Espero que este compromisso inspire outros a fazer as suas próprias promessas para proteger e conservar a natureza e ajudar na luta contra as alterações climáticas. Um trabalho deste tamanho precisa de muitos aliados”, continuou.

O Bezos Earth Fund ainda não divulgou para quais instituições o dinheiro será doado, mas afirmou que “irá priorizar áreas onde comunidades locais e indígenas são o foco de programas de conservação”.

Uma parte para a Amazônia?

No início do mês, a Amazon anunciou que pretende investir em projetos de remoção de carbono na floresta amazônica. Em parceria com a ONG The Nature Conservancy, a gigante do comércio online prometeu restaurar áreas florestais e criar fontes de renda mais sustentáveis para pequenos agricultores no Pará.

Segundo a companhia, a primeira rodada de investimentos apoiará 3 mil pequenos fazendeiros e vai revitalizar 20 mil hectares de florestas em três anos. Os esforços devem retirar 10 milhões de toneladas métricas de dióxido de carbono da atmosfera até 2050, pelos cálculos da empresa.

O mais rico

Bezos, que fundou a Amazon em 1994 e deixou o posto de CEO da empresa neste ano, é o segundo homem mais rico do mundo, atrás somente de Elon Musk, da Tesla, com uma fortuna de US$ 194 bilhões.

Ele também é mais um dos bilionários a entrar para a lista dos que fazem esforços para conter o avanço do aquecimento global. Outro deles é Bill Gates, fundador da Microsoft, que há muito ocupa o status de filantropo por suas doações e ações ambientais por meio de sua fundação Bill e Melinda Gates, criada com a ex-esposa.

Em um de seus planos mais ambiciosos até o momento, Gates está financiando uma tecnologia de cientistas de Harvard que será capaz de escurecer o sol, refletindo a luz solar para fora da atmosfera terrestre, para conseguir reduzir o aquecimento global, segundo a Forbes.

Chamado de Stratospheric Controlled Perturbation Experiment (SCoPEx), o projeto quer reduzir o brilho do Sol com um spray de carbonato de cálcio não-tóxico (CaCO3) e, assim, deixar a Terra mais gelada.

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