Leilão da Codesa vai trazer gestão “melhor e mais ágil” do porto, diz advogado

À CNN Rádio, Rafael Wallbach Schwind avaliou que as mudanças nos portos do Espírito Santo serão sentidas em dois anos

Porto de Vitoria, administrado pela Codesa, que será concedida à iniciativa privada
Porto de Vitoria, administrado pela Codesa, que será concedida à iniciativa privada Codesa/Divulgação

Amanda GarciaBel Camposda CNN

São Paulo

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O leilão da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa) — pelo fundo de investimentos Shelf 119 Multiestratégia no valor de R$ 106 milhões — vai trazer uma gestão “melhor e mais ágil” das áreas comuns do porto.

Esta é a avaliação do advogado especialista em contratos de Concessões Públicas, Rafael Wallbach Schwind, em entrevista à CNN Rádio.

“100% do capital passa para iniciativa privada, a concessionária do porto vai ser responsável pelas áreas comuns, com uma série de investimentos, o que muda é uma melhor e mais ágil gestão nas áreas comuns do porto, terminais portuários já eram modernos, mas havia esse gargalo nas áreas comuns”, explicou.

O advogado destacou que, no Espírito Santo, foram 20 anos com problemas orçamentários que impediram, por exemplo, a dragagem.

Ao mesmo tempo que acha positiva a privatização, ele destaca que outros três leilões estão previstos: São Sebastião, Itajaí e Porto de Santos, antes de haver resultado para o porto no Espírito Santo. “O mercado observa isso com preocupação.”

“Eu acredito que pelo menos uns dois anos vai ter que esperar que a nova sistemática faça resultados no Espírito Santo, leilão aconteceu na quarta-feira, mas a assinatura só acontecerá em 15 de agosto, porque tem uma série de formalidades que têm que ser cumpridas”, completou.

O advogado disse que, a partir da assinatura, há um prazo de 6 meses para contratos de arrendamento, para serem convertidos a contratos privados, e aí começarem os investimentos: “Isso leva tempo para gerar resultado.”

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