Lucro da Bunge supera expectativas no 4º tri; projeções sólidas para 2021

O lucro da Bunge no quarto trimestre foi impulsionado por fortes margens de processamento de oleaginosas e exportações robustas da América do Norte

Plantação de arroz no Rio Grande do Sul
Plantação de arroz no Rio Grande do Sul Foto: Bruna Ostermann/CNN

Karl Plume e Arundhati Sarkar, da Reuters

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A companhia de commodities agrícolas Bunge reportou um quarto trimestre mais forte do que o esperado nesta quarta-feira (10) e disse que seu lucro ajustado para o ano inteiro deve superar estimativas devido à forte demanda e ao aperto da oferta de grãos.

As ações da empresa chegaram a subir 2%, atingindo uma máxima de quase três anos, de cerca de US$ 78.

O lucro da Bunge no quarto trimestre foi impulsionado por fortes margens de processamento de oleaginosas e exportações robustas da América do Norte, dando uma recente visão sobre como a pandemia de coronavírus está impactando os maiores comerciantes de grãos do mundo.

A empresa disse que espera lucro ajustado para todo o ano de 2021 de pelo menos US$ 6 por ação, superior às estimativas de US$ 5,53 por ação, mas abaixo dos US$ 8,30 de 2020.

 Apesar das mudanças massivas na demanda de alimentos e combustível, com consumidores restringindo viagens e mudando hábitos alimentares, a Bunge e as rivais ADM, Cargill e LouisDreyfus resistiram à pandemia inesperadamente bem.

O CEO da Bunge, Greg Heckman, disse que o desempenho da empresa em 2020 foi “excepcional”, acrescentando que “esperamos o mercado favorável continue em 2021, refletindo forte e crescente demanda, bem como oferta apertada.”

Os comerciantes de grãos têm prosperado apesar do aumento dos preços dos grãos que eles compram dos agricultores para armazenar, transportar e processar, em meio à oferta global restrita e elevada demanda de importação de países estocando alimentos em meio à pandemia.

A Bunge observou alguns ventos contrários em 2021 para seu principal segmento, do agronegócio, o maior em termos de receita e volume, devido a expectativas de contribuições mais baixas do processamento de oleaginosas e originação, principalmente no Brasil.

O lucro líquido atribuível à Bunge no trimestre encerrado em 31 de dezembro foi de US$ 551 milhões, ou US$ 3,74 por ação, o que se compara com uma perda de 51 milhões, ou 48 centavos por ação, um ano antes.

Excluindo itens não recorrentes, a Bunge lucrou US$ 3,05 por ação, acima da estimativa dos analistas,de US$ 1,82, segundo dados da Refinitiv.

A receita saltou quase 17%, para US$ 12,61 bilhões.

 

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