Luiza Trajano é eleita uma das mulheres mais influentes de 2021 pelo Financial Times

Bilionária e presidente do conselho de administração do Magazine Luiza é a única brasileira a entrar na lista

Artur Nicocelido CNN Brasil Business*

São Paulo

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O jornal Financial Times anunciou sua lista das 25 mulheres mais influentes do mundo e entre elas está Luiza Trajano, empresária e presidente do conselho de administração do Magazine Luiza. A seleção contempla desde a presidente da Câmara dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, até a cineastra chinesa que ganhou o Oscar de melhor direção em 2021, Chloé Zhao.

Trajano é definida, por Gillian Tett, jornalista britânica do Financial Times, como uma das mulheres de negócios mais notáveis do Brasil. “Ela acredita piamente no dever de dar o exemplo em questões sociais e defende a igualdade de gênero e raça com paixão”, escreveu Gillian. Ela é a única brasileira a contemplar a lista.

Ela atribui seu sucesso a uma “empatia natural com funcionários e clientes e ainda viaja constantemente pelo vasto território brasileiro, visitando lojas, ouvindo as preocupações dos funcionários e oferecendo conselhos sobre como construir carreiras”, escreveu a jornalista.

“Sua liderança social levou algumas pessoas a dizerem que ela seria uma grande presidente, mas Trajano não quer saber disso”, disse Gillian.

Ao Financial Times, Trajano afirmou que acredita “na transformação do país por meio de uma sociedade civil organizada e determinada”.

A Forbes estima que a fortuna de Trajano está em torno de US$ 1,5 bilhão.

Segundo a publicação, o Magazine Luiza está avaliado em mais de US$ 10 bilhões e emprega mais de 40 mil funcionários.

Lista das mais influentes

A seleção de mulheres é feita anualmente pela revista com o objetivo de anunciar as conquistas femininas pelo mundo. Neste ano, as biografias, que costumam ser escritas por diferentes celebridades, foram feitas por Jane Fraser, Christine Lagarde, Elizabeth Warren, Billie Jean King, Malala e Greta Thunberg.

A lista está dividida em três categorias: líderes, heroínas e criadoras. Veja as outras 24 mulheres escolhidas pelo Financial Times:

  • Ngozi Okonjo-Iweala, diretora-geral da Organização Mundial do Comércio
  • Lina Khan, presidente da Federal Trade Commission
  • Mary Barra, presidente e CEO da General Motors
  • Gita Gopinath, economista-chefe do FMI
  • Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Estados Unidos
  • Mariam Al-Mahdi, ministra das Relações Exteriores do Sudão
  • Kate Bingham, ex-presidente da UK Vaccine Taskforce
  • Cathie Wood, fundadora e CEO da Ark Investment Management
  • Rosalind Brewer, CEO da Walgreens Boots Alliance
  • Tsai Ing-Wen, presidente de Taiwan
  • Frances Haugen, cientista de dados e militante
  • Naomi Osaka, atleta
  • Elisa Loncón Antileo, presidente da Convenção Constitucional do Chile
  • Agnes Chow, ativista pela democracia de Hong Kong
  • Liz Cheney, congressista da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos
  • Vanessa Nakate, advogada
  • Sotooda Forotan, estudante e ativista do Afeganistão
  • Sviatlana Tsikhanouskaya, líder do Conselho de Coordenação da Bielo-Rússia
  • Chloé Zhao, cineasta
  • Sally Rooney, escritora
  • Shonda Rhimes, produtora de televisão, roteirista e escritora
  • Scarlett Johansson, atriz
  • Paula Rego, artista
  • Gabriela Hearst, diretora de Criação da Chloé

(Veja a lista completa aqui)

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