Maior banco dos EUA, JPMorgan avalia impacto de possível calote do governo, diz CEO

Jamie Dimon disse que o JPMorgan está tentando entender como possível calote afetaria mercados no mundo todo

Homem passa pela sede internacional do JP Morgan Chase na Park Avenue, em Nova York
Homem passa pela sede internacional do JP Morgan Chase na Park Avenue, em Nova York , 13 de julho de 2012. REUTERS/Andrew Burton

Matt Egando CNN Business

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O CEO do JPMorgan Chase, Jamie Dimon, diz que o maior banco da América está mais uma vez se preparando para uma possível inadimplência dos EUA, embora espere que o Congresso evite esse evento “potencialmente catastrófico” elevando o teto da dívida.

Em entrevista à Reuters na terça-feira (28), Dimon disse que o JPMorgan começou o planejamento de cenários de como um possível calote afetaria os mercados financeiros, índices de capital, contratos de clientes e classificações de crédito da América. Isso é algo que Dimon indicou que o banco fez durante as negociações anteriores com o teto da dívida.

“Cada vez que isso acontece, é consertado, mas nunca devemos chegar tão perto”, disse Dimon à Reuters. “Só acho que tudo isso está errado e um dia deveríamos simplesmente ter um projeto de lei bipartidário e nos livrar do teto da dívida. É tudo política.”

A secretária do Tesouro, Janet Yellen, disse aos legisladores na terça-feira que o governo federal ficará sem dinheiro e sem medidas extraordinárias até 18 de outubro, preparando o cenário para uma inadimplência se o Congresso não aumentar o limite da dívida antes disso.

Dimon disse que o JPMorgan está vasculhando os contratos de clientes para se preparar para a situação.
“Se bem me lembro, da última vez que nos preparamos para isso, custou US$ 100 milhões”, disse ele.

O JPMorgan (JPM) não quis comentar mais.

Durante uma audiência no início deste ano, Dimon disse que durante debates anteriores sobre o teto da dívida, o banco gastou tempo e dinheiro investigando o que poderia significar um calote nos Estados Unidos.

“E não quero me lembrar disso”, disse ele aos legisladores.

(Este texto é uma tradução. Para ler o original, em inglês, clique aqui)

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