Ibovespa fecha em alta de 1,46%; dólar cai a R$ 5, menor valor em 8 semanas

Principal índice da B3 encerrou no patamar dos 110 mil pontos, enquanto a moeda norte-americana desvalorizou 0,87%

João Pedro Malar e Artur Nicoceli, em São Paulo
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O Ibovespa fechou em alta de 1,46%, aos 110.235,76 pontos, nesta quarta-feira (10), renovando mais uma vez as máximas de 2 meses, após ser beneficiado por uma aversão menor a riscos por parte dos investidores, favorecendo investimentos em mercados como o brasileiro. Esse foi o maior patamar desde 3 de junho, quando terminou aos 111.102 pontos.

Já o dólar encerrou a sessão em queda de 0,87%, a R$ 5,085 - o menor valor em oito semanas.

No radar do mercado nesta quarta-feira esteve o Índice de Preços ao Consumidor (CPI) nos Estados Unidos, divulgados pela manhã, que permaneceu estável no acumulado de 12 meses encerrado em julho de 2022, em 8,5%.

Apesar de não ser a referência do Federal Reserve para medir a inflação, o indicador reflete o quadro inflacionário no país. O resultado divulgado hoje reforça apostas de que a autarquia poderá ser menos agressiva no ciclo de alta de juros.

O mercado vem mudando de posição quanto ao grau de agressividade do Fed dependendo dos dados econômicos que são divulgados. Na sexta-feira (5), os dados de mercado de trabalho vieram acima do esperado, indicando uma economia ainda aquecida e reforçando apostas em uma alta de 0,75 ponto percentual na reunião de setembro.

Agora, as apostas majoritárias voltaram a ser de elevação de 0,5 p.p., menos vantajosa para o dólar, mas benéfica para ativos mais arriscados.

Na terça-feira (9), o dólar subiu 0,32%, a R$ 5,129;. Já o Ibovespa teve alta de 0,23%, aos 108.651,05 pontos.

Sentimento global

A forte aversão global a riscos dos investidores, desencadeada por temores sobre uma possível desaceleração econômica generalizada devido a uma série de altas de juros pelo mundo para conter níveis recordes de inflação, aliviou nos últimos dias, refletindo a expectativa de um ciclo de alta de juros menos agressivo nos Estados Unidos.

O processo de elevação da taxa norte-americana continuou em julho com uma nova alta de 0,75 ponto percentual. Entretanto, o Federal Reserve sinalizou que pode realizar altas menores conforme a economia do país já dá sinais de desaceleração, buscando evitar uma recessão.

Os juros maiores nos Estados Unidos atraem investimentos para a renda fixa do país devido a sua alta segurança e favorecem o dólar, mas prejudicam os mercados de títulos e as bolsas ao redor do mundo, inclusive as norte-americanas.

Os investidores monitora ainda a situação da economia da China, que também dá sinais de desaceleração ligados a uma série de lockdowns em cidades relevantes. A expectativa é que o governo chinês intensifique um esforço para estimular a economia, o que deve ajudar a manter uma demanda alta por commodities.

No cenário doméstico, a PEC dos Benefícios, que cria ou expande benefícios sociais com custo estimado em R$ 41 bilhões, foi mal recebida pelo mercado, já que reforça o risco fiscal ao trazer novos gastos acima do teto.

O Ibovespa e o real foram prejudicados pelo cenário, mas um aparente otimismo maior no mercado vem permitindo uma recuperação.

Sobe e desce da B3

Veja os principais destaques do pregão desta quarta-feira:

Maiores altas

  • IRB Brasil (IRBR3) +8,93%;
  • Banco Pan (BPAN4) +8,15%;
  • Eztec (EZTC3) +8,09%;
  • JHSF (JHSF3) +7,97%;
  • Americanas (AMER3) +7,64%

Maiores baixas

  • Copel (CPLE6) - 1,92%;
  • Engie (ENGI11) -1,85%;
  • Eletrobras (ELET6) -1,46%;
  • Grupo Natura (NTCO3) -1,34%;
  • BB Seguridade (BBSE3) -1,14%

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*Com informações da Reuters

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