Mudança em comércio global deve beneficiar fornecedores alternativos, diz especialista

À CNN Rádio, o diretor da Câmara de Comércio Indústria e Serviços do Brasil, Arno Gleisner, avaliou que o Brasil pode ser beneficiado pelo movimento global

Pessoas passam por rua de comércio popular do Rio de Janeiro
Pessoas passam por rua de comércio popular do Rio de Janeiro Reuters

Amanda GarciaBruna Salesda CNN

em São Paulo

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A Organização Mundial do Comércio (OMC) projeta uma queda no volume de comércio de mercadorias em 2022 de 3% – abaixo da previsão anterior de 4,7%.

O diretor da Câmara de Comércio, Indústria e Serviços do Brasil (Cisbra), Arno Gleisner, explicou que a estimativa se deve em função da pandemia e da guerra na Ucrânia.

“Espera-se também que haja consequências para o rendimento per capita das pessoas em todo o mundo”, disse.

Arno avalia que o movimento da última década de rearranjo das cadeiras produtivas, com a Ásia assumindo a produção que antes era do Ocidente passará por uma “reversão parcial”.

“Pela pandemia e guerra, os mercados ocidentais procuram fornecedores alternativos ou mesmo domesticamente, o impacto maior será na própria Ásia, que vai perder mercado”, afirmou.

Essa tendência, segundo ele, “não é apenas uma troca de fornecedores”.

“Teremos aumento de custos, fluxo se direcionou para os asiáticos porque são mais competitivos e preços são baixos, também terá consequências na inflação, rendimento per capita e emprego.”

Ao mesmo tempo, o diretor da Cisbra acredita que o rearranjo pode ser favorável ao Brasil: “O país é um grande produtor de alimentos e de outras matérias-primas, é uma fonte confiável de suprimentos, e isso significa que o Brasil é um dos ganhadores da mudança”.

De qualquer forma, Arno não acredita que isso fará com que o Brasil tenha aumento na economia maior do que 3%, já que há outros fatores que influenciam para o crescimento – ou não – do PIB brasileiro.

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