Na ONU, Bolsonaro destaca compromisso com transição energética e matriz brasileira

Presidente citou compromisso com dois pactos, um para reduzir emissões de carbono e outro para financiar o setor de hidrogênio, e disse que país é destaque na implementação de soluções energéticas sustentáveis

Murillo Ferrarida CNN

Em São Paulo

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) participou nesta sexta-feira (24) do diálogo em alto nível da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a energia, cujo objetivo é acelerar as ações para garantir o cumprimento da Agenda 2030 e do Acordo de Paris.

Em discurso gravado transmitido no evento, ele destacou a matriz energética do Brasil e o comprometimento do país com a transição energética global para fontes limpas.

“A matriz energética da maioria dos países, baseada majoritariamente em fontes fósseis, é a principal responsável pela mudança do clima que vivemos hoje”, disse o presidente brasileiro, que se disse honrado pelo convite feito ao país para participar da reunião.

“O Brasil tem, de longe, a matriz energética mais limpa dentre as grandes economias do mundo. Mais de 47% da nossa matriz energética e mais de 80% da nossa matriz elétrica são renováveis”, continuou Bolsonaro.

De acordo com o presidente brasileiro, a transição energética teve início no país nos anos 1970, de modo que hoje o Brasil tem grande experiência na implementação de soluções energéticas sustentáveis, como a bioenergia.

Ele disse ainda que não há uma receita única para a transição energética global. “Todas as fontes de energia limpa e todas as tecnologias disponíveis terão papel importante na transição, em linha com as realidades nacionais, regionais e locais.”

Neste processo, o líder brasileiro também citou como exemplos a adoção de fontes como bioenergia, hidroeletricidade, energia nuclear, solar, e eólica, além de fontes de mais baixo carbono, como o gás natural.

Compromisso com a descarbonização

Bolsonaro citou dois pactos com os quais o Brasil se comprometeu a aprofundar a descarbonização do país.

No primeiro deles, um pacto em biocombustíveis, há o compromisso de reduzir em 620 milhões de toneladas de emissões de carbono em 10 anos, considerando apenas o setor de combustíveis de transporte.

“Cumpriremos essa meta com uma política estabelecida em lei, com etapas definidas por meio de um engenhoso mercado de créditos de biocombustíveis, que já vem sendo negociado com sucesso na Bolsa de Valores de São Paulo”, disse o presidente.

No segundo pacto, o país se comprometeu a destinar recursos à “pesquisa de desenvolvimento, treinamento e geração de conhecimento em hidrogênio limpo de diversas fontes”.

Crise hídrica brasileira

O presidente citou, de forma breve, a crise hídrica vivida pelo Brasil – a maior nos últimos 91 anos – e disse ser preciso ampliar a geração de energia para as necessidades de desenvolvimento ao mesmo tempo em que se lida com os desafios climáticos.

“De que exemplo, a atual escassez hídrica do Brasil, que estamos enfrentando com planejamento, seriedade e transparência.”

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