Novos critérios para contratar seguro de carro começam a valer na semana que vem

Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg) enxerga com otimismo novas medidas que pretendem diversificar e dinamizar a contratação do serviço

Segundo estudo, idade média dos carros brasileiros chegou a 10,2 anos
Segundo estudo, idade média dos carros brasileiros chegou a 10,2 anos Foto: José Cruz - 9.jun.2015/Agência Brasil

Iuri Corsinida CNN

Rio de Janeiro

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A partir do dia 1º de setembro, quarta-feira da semana que vem, entrarão em vigor as novas normas e critérios para seguros de automóveis. As regras foram publicadas no último dia 13 no Diário Oficial da União pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) e pretendem diversificar e ampliar a oferta de produtos e facilitar a adesão de novos segurados.

Dentre as principais mudanças que entrarão em vigor, está a possibilidade do segurado contratar o serviço de forma personalizada.

Ou seja, ele pode optar por pagar apenas o serviço para acidentes e não para furto e roubo, ou vice-versa, além de contratar o seguro apenas para uma parte do veículo. Isso pode fazer com que o custo do serviço contratado seja adaptável ao bolso do consumidor.

Também serão válidas a contratação do seguro de Responsabilidade Civil Facultativa em nome do condutor. Com isso, as pessoas que não são proprietárias nominais de automóveis vão poder contratar o seguro.

Isso atende e promete beneficiar aos anseios de motoristas de aplicativos e condutores que alugam carros para o fim de semana.

Para a Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), as perspectivas em relação às novas regras são animadoras e podem fazer com que haja um aumento no número de segurados.

“As novas regras abrem caminho para um cenário de inovação e de competitividade, que deve ampliar a base de segurados”, informou a FenSeg, que ressaltou que ainda é cedo para prever qual será o cenário com as novas regras em vigor.

“A mudança ainda é muito recente, vai levar um tempo até que as empresas se estruturem. Você precisa testar a aceitação dos novos produtos, saber se terão viabilidade comercial”, informou a Federação.

Em nota oficial divulgada quando da publicação das novas regras por parte da Susep, o presidente da FenSeg, Antônio Trindade, também se mostrou otimista e animado com as perspectivas diante do aumento de possibilidades para os segurados.

“O ambiente regulatório mais flexível está alinhado às melhores práticas internacionais envolvendo o Seguro Auto. Neste aspecto, o normativo traz benefícios significativos para o consumidor e para o mercado de seguros como um todo. A padronização de produtos deixa de ser a forma clássica de atuação das seguradoras. A Circular estimula a criação de novos produtos, com claro ganho de eficiência. O resultado é o aumento da competitividade e da inovação no segmento”, afirmou Trindade.

A Susep também vai mudar regras que, segundo a entidade, podem baratear o custo dos produtos. As seguradoras passam a ter a possibilidade de cobrar franquia em casos de indenização integral ou por incêndio, queda de raio e explosão, o que antes era proibido.

Também passam a poder exigir no contrato que os reparos sejam feitos exclusivamente em oficina da rede credenciada da seguradora.

Segundo a Susep, o seguro auto foi responsável pela arrecadação de R$ 17,43 bilhões em prêmios no primeiro semestre deste ano. O valor foi 6,8% maior ao do mesmo período de 2020.

Em compensação, também de acordo com a Susep através de dados do Denatran, apenas 16% da frota de veículos no Brasil tinha cobertura de seguros em 2019.

(Com informações do Estadão Conteúdo)

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