ONS reduz projeções de chuvas em hidrelétricas e diminui expectativa para carga

Responsável por cerca de 70% da geração de energia do Brasil, subsistema Sudeste/Centro-Oeste deve registrar quinta alta mensal consecutiva

Hidrelétrica de Furnas em Minas Gerais
Hidrelétrica de Furnas em Minas Gerais 14/01/2013REUTERS/Paulo Whitaker

Lucas Janoneda CNN

Rio de Janeiro

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O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), em boletim divulgado nesta sexta-feira (11), projetou a quinta alta mensal consecutiva no volume hídrico do subsistema Sudeste/Centro-Oeste, região responsável por cerca de 70% da geração de energia.

Os reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste devem registrar 58,4% da capacidade total até o fim de fevereiro, segundo o informe. Dados compilados pela CNN mostram que o subsistema atingiu seu pior momento em setembro de 2021, quando as usinas tinham 16% do volume hídrico. Desde então, os indicadores vêm melhorando ao longo dos meses.

E nem a menor expectativa de chuva para as hidrelétricas do Sudeste/Centro-Oeste fizeram a projeção hídrica diminuir para fevereiro.

 

Conforme apontou o ONS, a expectativa de chuvas na região teve uma queda de 4 pontos percentuais nesta sexta-feira, ante a semana anterior.

No entanto, apesar da menor projeção, as precipitações continuam 3% acima da média histórica para o subsistema.

O Nordeste e Norte também devem registrar precipitações que superem a média histórica até o fim de fevereiro, apesar de terem as projeções reduzidas para o mês.

O ONS aponta que o volume hídrico das regiões superará os indicadores médios em 64% (ante 69% na semana passada) e 30% (ante 33%), respectivamente.

Mesmo assim, segundo a projeção, ambos os subsistemas terão alta na capacidade das usinas. O Nordeste e Norte podem apresentar 82,8% e 97,4% da capacidade máxima ao final do mês.

Já para o Sul do país, que vem enfrentando a pior seca dos 70 anos, segundo especialistas, a projeção piorou, tanto para o volume de chuvas quanto o nível dos reservatórios.

O boletim mostra que as precipitações na região serão 62% menores do que a média histórica, versus os 38% projetados na semana anterior. O volume hídrico das usinas passou de 34,3% para 32,9%.

A carga energética no Brasil se manteve estável, segundo o ONS. O informe mais recente aponta uma alta de 0,1% na demanda elétrica até o fim de fevereiro, em comparação com o mesmo mês do ano passado.

Em valores absolutos, os brasileiros demandarão 73 mil MWmed. A manutenção na carga energética acontece ainda em meio ao temor causado pela Ômicron, que freou a produtividade industrial.

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