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    Opep diz que não pode responder à alta do petróleo sozinha

    Preço do barril da commodity se aproxima de US$ 100 em meio a tensões entre Rússia e Ucrânia

    Opep já concordou em ampliar sua produção de petróleo gradualmente
    Opep já concordou em ampliar sua produção de petróleo gradualmente REUTERS/Dado Ruvic (14/04/2020)

    Dow Jones Newswires, do Estadão Conteúdo

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    A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) não pode responder sozinha à crescente demanda por petróleo após anos de investimentos fracos, afirmou o presidente da organização nesta quarta-feira (16) num momento em que o preço do barril da commodity se aproxima de US$ 100.

    Os Estados Unidos vêm pressionando a Opep a ampliar sua oferta de modo a aliviar o preço do petróleo para o consumidor final, uma vez que as cotações atingiram os maiores níveis desde 2014 em meio a temores de que a Rússia possa invadir a Ucrânia.

    “Sentimos que poderíamos dar uma resposta rápida? Acho que não. Não investimos o suficiente durante a pandemia de Covid-19”, disse Bruno Itoua, ministro de Petróleo do Congo e atual presidente da Opep. “Não queremos responder sozinhos.”

    A Opep já concordou em ampliar sua produção de petróleo gradualmente. No entanto, a maioria de seus integrantes não tem conseguido cumprir suas cotas após anos de investimentos abaixo do necessário, situação que foi agravada pela pandemia.

    Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, que têm capacidade ociosa suficiente para compensar o déficit na oferta, disseram que não vão produzir acima de suas cotas por temerem comprometer sua parceria com os demais membros da Opep.

    Para IToua, países fora da Opep, como o grupo de dez nações liderado pela Rússia, deveriam contribuir.

    “Tentamos dar a resposta certa, mas, claramente, não é suficiente”, disse Itoua, às margens do Fórum Internacional de Energia. “Ainda podemos ver algumas lacunas entre compromissos e a produção ofertada.”

    Itoua também admitiu que a alta dos preços do petróleo poderá prejudicar a demanda mais adiante. “Não queremos que os preços continuem subindo porque isso afetará a economia e trará alta da inflação”, disse.

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