Petróleo fecha em queda, de olho em Ômicron, dólar e relatório mensal da Opep

Investidores estão temerosos de que a rápida disseminação da cepa faça com que governos adotem mais restrições à mobilidade

A confirmação do primeiro óbito provocado por infecção da variante Ômicron do coronavírus inspirou cautela nos mercados nesta segunda
A confirmação do primeiro óbito provocado por infecção da variante Ômicron do coronavírus inspirou cautela nos mercados nesta segunda 13/10/2017REUTERS/Regis Duvignau

Gabriel Caldeira, do Estadão Conteúdo

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O petróleo recuou no mercado futuro nesta segunda-feira (13). Investidores seguem preocupados com a disseminação da variante Ômicron do coronavírus, que nesta segunda fez sua primeira vítima fatal em paciente no Reino Unido, conforme relataram autoridades locais. Além disso, a força do dólar no mercado cambial tornou a commodity mais cara e, desta forma, menos atraente a operadores que negociam com outras moedas.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril do petróleo WTI com entrega prevista para janeiro fechou em baixa de 0,53% (US$ 0,38), a US$ 71,29, enquanto o do Brent para o mês seguinte cedeu 1,01% (US$ 0,76), a US$ 74,39, na Intercontinental Exchange (ICE).

A confirmação do primeiro óbito provocado por infecção da variante Ômicron do coronavírus inspirou cautela nos mercados nesta segunda, com o petróleo, sensível à perspectiva para a atividade global, particularmente prejudicado.

Analista da CMC Markets, Michael Hewson pondera que investidores estão temerosos de que a rápida disseminação da cepa faça com que governos adotem mais restrições à mobilidade.

“Com a transmissibilidade sendo o principal fator para a adoção de bloqueios, particularmente em meio à política de ‘cobertura zero’ da China, ainda existem motivos válidos para preocupação”, avalia o TD Securities.

O banco canadense ressalta que o pessimismo de investidores superou uma avaliação majoritariamente positiva da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) em seu relatório mensal de dezembro.

O documento manteve a projeção para a alta da demanda global em 2021 e 2022. Já a previsão deste ano para a oferta fora do grupo subiu a 680 mil bpd, enquanto a do próprio cartel baixou a 3,64 milhões.

Para a Capital Economics, a Opep continua prometendo mais oferta do que pode entregar. “A produção do grupo subiu em novembro, mas mais uma vez ficou abaixo do previsto. Acreditamos que a Opep continuará a produzir menos que o estimado, mas ainda deve responder por uma grande parte do crescimento da produção mundial de petróleo no próximo ano, o que deve arrastar o petróleo Brent para cerca de US$ 60 por barril até o fim de 2022”, projeta a consultoria.

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