Petróleo sobe acima de US$ 105 após invasão russa à Ucrânia

O petróleo Brent, referência internacional, atingiu maior valor por barril desde 2014

Bomba de petróleo na Bacia do Permian em Loving County, Texas, EUA
Bomba de petróleo na Bacia do Permian em Loving County, Texas, EUA 22/11/2019REUTERS/Angus Mordant

Por Bozorgmehr Sharafedin, da Reuters

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Os preços do petróleo dispararam nesta quinta-feira (24), com o Brent subindo acima de US$ 105 o barril pela primeira vez desde 2014, depois que a Rússia atacou a Ucrânia, exacerbando as preocupações sobre interrupções no fornecimento global de energia.

A Rússia lançou uma invasão total da Ucrânia por terra, ar e mar, o maior ataque de um Estado contra outro na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

Os Estados Unidos e a Europa prometeram sanções mais duras à Rússia em resposta.

“Se as sanções afetarem transações de pagamento, os bancos russos e possivelmente também o seguro que cobre as entregas russas de petróleo e gás, interrupções no fornecimento não podem ser descartadas”, disse Carsten Fritsch, analista do Commerzbank.

O petróleo Brent subia US$ 8,24, ou 8,5%, para US$ 105,08 o barril às 7h45 (horário de Brasília). O petróleo bruto dos EUA (WTI) saltava US$ 7,78, ou 8,5%, para US$ 99,88.

O Brent e o WTI atingiram seu nível mais alto desde agosto e julho de 2014, respectivamente.

“A Rússia é o terceiro maior produtor de petróleo e o segundo maior exportador de petróleo. Devido aos baixos estoques e à diminuição da capacidade ociosa, o mercado de petróleo não pode arcar com grandes interrupções no fornecimento”, disse o analista do UBS Giovanni Staunovo.

“As preocupações com a oferta também podem estimular a atividade de estocagem de petróleo, o que sustenta os preços.”

A Rússia também é o maior fornecedor de gás natural para a Europa, fornecendo cerca de 35% de sua oferta.

 

 

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