Irã anuncia fechamento do Estreito de Ormuz após ataques dos EUA
Exército americano diz que navios comercias continuam transitando pela via navegável

O alto comando militar conjunto do Irã anunciou nesta quarta-feira (10) o fechamento do Estreito de Ormuz, impedindo o trânsito de navios incluindo petroleiros e navios comerciais, afirmando que qualquer embarcação que tentar passar será alvejada.
Momentos após o anúncio, o Exército dos EUA afirmou que navios comerciais continuam transitando pela via navegável.
🚫 CLAIM: Iran's Islamic Revolutionary Guard Corps claims that the Strait of Hormuz is closed.
✅ TRUTH: Commercial ships are continuing to transit in and out of the Strait of Hormuz tonight. pic.twitter.com/yphkl2Lmji
— U.S. Central Command (@CENTCOM) June 10, 2026
Os anúncios acontecem após os EUA iniciarem uma nova onda de ataques contra alvos iranianos pelo segundo dia consecutivo.
A informação foi divulgada pelo CENTCOM (Comando Central dos EUA), que classificou a ofensiva como uma resposta “agressão injustificada e contínua do Irã”.
“As forças do Comando Central dos EUA começaram a lançar ataques adicionais de autodefesa hoje, às 17h15 (horário do leste dos EUA), contra múltiplos alvos no Irã, sob ordens do Comandante-em-Chefe. Os ataques são uma resposta à agressão injustificada e contínua do Irã”.
Após o anúncio, a mídia oficial do Irã informou que explosões foram ouvidas nos arredores de Minab e Sirik, próximas ao Estreito de Ormuz.
A imprensa também relatou que os sistemas de defesa aérea em Asaluyeh foram ativados, mas acrescentou que nenhum ataque inimigo ocorreu até o momento em um importante centro energético que abriga refinarias e complexos petroquímicos.
Asaluyeh é uma cidade portuária na província de Bushehr, no sul do Irã, situada na costa norte do Golfo Pérsico.
Mais cedo, o presidente Donald Trump afirmou que as forças americanas lançariam uma nova onda de ataques, já que não havia definição sobre um acordo com o Irã.
Afirmações de Trump
Em entrevista à Fox News na noite desta quarta-feira, Trump disse que conversou diretamente com autoridades do Irã, afirmando que os oficiais teriam lhe pedido para interromper os ataques.
A mídia estatal do Irã negou a informação, citando um alto funcionário que disse que a "alegação falsa de Trump" é uma "manobra para evitar guerra" contra Teerã.
Em resposta às afirmações do presidente americano, a agência de notícias semioficial iraniana Tasnim afirmou que toda "agressão" americana será respondida com uma resposta militar decisiva e não com "chantagem diplomática".
(Com informações da Reuters e da CNN)


