Reforma de BC turco por Erdogan abre caminho para mais cortes de juros

Sem nenhuma explicação para a decisão, Erdogan demitiu os vice-presidentes do banco Semih Tumen e Ugur Namik Kucuk

Presidente da Turquia, Tayyip Erdogan, se dirige ao parlamento do país em Ancara
Presidente da Turquia, Tayyip Erdogan, se dirige ao parlamento do país em Ancara Presidente da Turquia, Tayyip Erdogan, se dirige ao parlamento do país em Ancara 05/11/2019 Murat Cetinmuhurdar/Presidential Press Office/Divulgação via REUTERS

Daren Butler e Nevzat Devranoglu e Orhan Coskunda Reuters

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O presidente turco, Tayyip Erdogan, demitiu três autoridades do banco central do país nesta quinta-feira (14) duas das quais se opuseram ao último corte de juros da instituição, abrindo caminho para mais flexibilização da política monetária e levando a lira para uma nova mínima histórica.

Analistas viram a medida — anunciada à meia-noite no diário oficial da Turquia — como uma nova evidência de interferência política de Erdogan, um autodenominado inimigo das taxas de juros que frequentemente pressiona por estímulos monetários.

Sem nenhuma explicação para a decisão, Erdogan demitiu os vice-presidentes do banco Semih Tumen e Ugur Namik Kucuk e o mais antigo membro do comitê de política monetária, Abdullah Yavas, informou a publicação.

Ele nomeou dois novos membros — Taha Cakmak, como vice-presidente, e Yusuf Tuna – que são pouco conhecidos no banco central ou entre os economistas, deixando o comitê de política monetária com autoridades de pouca experiência após controle de anos por Erdogan.

Duas fontes familiarizadas com as deliberações internas disseram que Kucuk e Yavas foram demitidos após discordarem do corte de 100 pontos-base na taxa básica de juros no mês passado, que na época surpreendeu os investidores e fez a lira despencar.

Nesta quinta-feira, a moeda turca chegou a cair até 1%, para uma mínima recorde de 9,1900 por dólar, na esteira do anúncio, antes de reduzir as perdas.

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