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    Relembre os fatos mais importantes da indústria automotiva nacional em 2021

    Ano complicado para as fabricantes brasileira teve reviravoltas, fusões e adaptações aos novos tempos

    Apesar de uma série de lançamentos ao longo do ano, o mercado passou por grandes modificações nos últimos 12 meses
    Apesar de uma série de lançamentos ao longo do ano, o mercado passou por grandes modificações nos últimos 12 meses Getty Images/Arte CNN

    Thiago Morenocolaboração para o CNN Brasil Business

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    Dificilmente o ano de 2021 será lembrado pela indústria automotiva nacional como positivo. Apesar de uma série de lançamentos ao longo do ano, o mercado passou por grandes modificações nos últimos 12 meses. Algumas alterações foram para melhor, outras nem tanto. Separamos aqui alguns dos principais marcos do setor automotivo no Brasil em 2021.

    Saída da Ford

    Logo nos primeiros dias de janeiro, a Ford surpreendeu o mercado e anunciou o fechamento de todas as suas linhas de montagem no Brasil.  A atitude está em linha com a estratégia global da marca em focar nos rentáveis segmentos de SUVs e picapes, e o Brasil fabricava apenas os pequenos Ka e EcoSport. Além disso, a mudança determinou o fim ainda da marca Troller mais tarde. Agora, Ford no Brasil 0km só como importado. 

    Criação da Stellantis

    Em tempos de incertezas, grandes fusões e formação de conglomerados são uma estratégia que reduz os riscos – e os custos – das montadoras. Com o caro desenvolvimento dos carros elétricos batendo na porta, os grupos Fiat-Chrysler (FCA) e Peugeot-Citroën (PSA) se uniram para formar a Stellantis também em janeiro.

    Aqui no Brasil, isso significou que Fiat, Jeep, RAM, Peugeot e Citroën passaram a estar sob o mesmo comando. Até o momento, a formação tem sido proveitosa para as marcas francesas, que viram suas vendas decolarem ao longo de 2021 após a formação da Stellantis. Futuramente todas as marcas compartilharão plataformas e motores, como já acontece hoje com a Fiat Toro e o Jeep Compass. 

    Incertezas e escassez na pandemia

    Mesmo encerrando praticamente o segundo ano de pandemia, 2021 ainda impactou os negócios da indústria automotiva. O dólar permaneceu com cotação em patamar alto, encarecendo a importação de componentes e materiais vitais para a construção dos veículos por aqui.

    Além disso, a retomada da economia lá fora, mesmo que de forma lenta, colocou pressão nos fornecedores que ainda estavam com a produção limitada por conta de restrições sanitárias. O resultado é que as fábricas de carros precisaram parar por alguns períodos no Brasil e os custos dispararam com as linhas de montagem não dando conta da demanda. 

    Preços dos carros e combustíveis em alta 

    Com a oferta menor que a demanda e custos lá em cima, os valores praticados na venda de veículos 0km subiram. Com longas filas de espera por um carro novo, o mercado de usados se aqueceu e, em alguns momentos, carros seminovos estavam saindo mais caros que os correspondentes 0km somente por estarem disponíveis à pronta entrega.

    Além disso, com a alta do preço do petróleo internacionalmente, os valores dos combustíveis no Brasil subiram a níveis nunca antes vistos, com a gasolina ultrapassando dos R$ 7 por litro em alguns estados.

    SUVs dominaram

    Com menos capacidade de produção e o público de modelos de entrada com menor poder de compra, as montadoras voltaram seu foco aos SUVs e picapes. Nestes segmentos, os volumes são menores, mas as margens de lucro são maiores, pois os compradores estão dispostos a pagar mais pelos veículos de maior porte e capacidade.

    Somente em 2021, os principais SUVs do segmento se renovaram, com Jeep Compass e Hyundai Creta recebendo novos visuais e motores mais modernos. A Fiat finalmente apresentou o seu próprio SUV, o compacto Pulse, enquanto a Toyota, com o Corolla Cross, e a Volkswagen, com o Taos, também partiram para briga entre os utilitários esportivos médios. 

    Adeus aos veteranos aos de entrada

    Com poucos componentes em mãos e um público menor para os modelos mais baratos, não houve espaço para a manutenção de modelos veteranos ou com poucas vendas no mercado. Além disso, novas regras de emissões de poluentes entram em vigor a partir de 2022, assim como novas demandas por equipamentos de segurança. Dessa forma perdemos alguns nomes conhecidos ao longo do ano, como os Volkswagen Fox e up!, além de Fiat Uno e Toyota Etios. 

    Motos como opção

    A junção de carros mais caros com preços de combustíveis nas alturas fez com que uma parcela maior dos consumidores brasileiros considerassem uma moto para o uso diário. Junte a isso à maior demanda por serviços de entrega e a temos das aglomerações no transporte público e o resultado é que o mercado de motocicletas nacional está performando melhor que o de carros.

    Entre janeiro e novembro deste ano, as fábricas associadas à Abraciclo, que reúne as principais fabricantes brasileiras de motos, produziram 1.118.790 unidades. O número é 25,9% superior ao registrado em igual período de 2020 (888.515) e é o melhor desempenho do setor para os primeiros 11 meses desde 2015. Naquele ano, 1.212.075 foram fabricadas. A previsão da associação para o encerramento de 2021 é chegar às 1.220.000 motos fabricadas.

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