Tarcísio de Freitas: leilão pode aumentar em seis vezes escoamento de celulose

'Hoje, a gente faz [escoamento de] pouco mais de um milhão de toneladas e a gente pode chegar a seis milhões até 2030', disse em entrevista à CNN

Da CNN, em São Paulo

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Acontece nesta sexta-feira (28) o leilão de dois terminais de celulose do Porto de Santos, em São Paulo, com previsão de arrecadar R$ 420 milhões em investimentos. Trata-se da primeira concessão do plano Pró-Brasil.

Em entrevista à CNN, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, ressaltou que os novos investimentos podem aumentar em até seis vezes a capacidade de escoamento de celulose do porto.

“Hoje, a gente faz [escoamento de] pouco mais de um milhão de toneladas, e a gente pode chegar a seis milhões até 2030”, disse.

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O ministro da Infraestrutura, Tarcisio Gomes de Freitas, fala à CNN sobre o leil
O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, fala à CNN sobre concessões do Plano Pró-Brasil
Foto: CNN (28.ago.2020)

Questionado sobre as próximas etapas e concessões do programa Pró-Brasil, Tarcísio ressaltou que o projeto já está “formatado”.

“Vai ser o fio condutor da nossa atuação. Nós temos uma eixo ‘Ordem’, que já está em andamento, que são aqueles projetos de lei, que já foram enviados para o Congresso, e a reanálise do arcaboço regulatório”, afirmou.

“É a vertente que vai trazer a transformação estrutural e uma melhoria no ambiente de negócios do Brasil.”

Tarcísio comentou também um suposto racha na equipe econômica, o que ele nega que exista: “Não existe ala de obras e a ala das contas”. 

“Não existe a intenção de romper com nenhum pilar fiscal. A questão do equilíbrio fiscal é fundamental para nós”, disse o ministro.

De acordo com Freitas, as obras públicas vão continuar no país, pois “o [investimento] o privado não vai chegar a todos os pontos do país, pois nem todos os projetos são viáveis”.

“Mas se a gente pegar o que vamos fazer de investimento público e em relação ao investimento privado, é uma parcela muito pequena. A grande alavanca vai ser o investimento privado.”

(Edição: Leandro Nomura)

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