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    Veja os fundos imobiliários mais recomendados por analistas para investir em agosto

    Bresco Logística foi o mais indicado, com seis sugestões dentre as oito recomendações de bancos e corretoras compiladas pelo CNN Brasil Business

    Em segundo lugar ficou o CSHG Real Estate, com cinco recomendações. E o terceiro lugar ficou dividido entre o CSHG Recebíveis imobiliários e o Capitania Securities II, ambos com quatro indicações
    Em segundo lugar ficou o CSHG Real Estate, com cinco recomendações. E o terceiro lugar ficou dividido entre o CSHG Recebíveis imobiliários e o Capitania Securities II, ambos com quatro indicações Getty Images

    Artur Nicocelido CNN Brasil Business

    em São Paulo

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    O CNN Brasil Business compilou indicações de oito corretoras e bancos com os fundos imobiliários (FIIs) mais indicados para investir em agosto.

    Participaram do levantamento XP, Warren, Genial, Ativa, Guide, BTG Pactual, Órama e Terra Investimentos.

    Em primeiro lugar com seis indicações ficou o Bresco Logística, cujo ticker é BRCO11. De acordo com Rodrigo Crespi, analista da Guide Investimentos, o fundo possui um dos melhores portfólios logísticos da indústria.

    “Acreditamos que, apesar da performance recente, as diversas iniciativas da gestão voltadas ao crescimento orgânico do portfólio apontam para uma janela de oportunidade atrativa aos investidores”.

    Em segundo lugar ficou o CSHG Real Estate, com cinco recomendações. O terceiro lugar ficou dividido entre o CSHG Recebíveis imobiliários e o Capitania Securities II, ambos com quatro indicações.

    No radar de agosto

    Especialistas afirmaram que os cotistas de fundos imobiliários precisam ter no radar a nova alta da taxa Selic, definida pelo Copom (Comitê de Política Monetária), na quarta-feira (3). O Banco Central subiu os juros em 0,5 ponto percentual, para 13,75% ao ano.

    A subida da Selic pode impactar a rentabilidade dos FIIs de diferentes maneiras. Por um lado, esta alta tende a desaquecer a economia, uma vez que encarece o crédito e freia consumo, o que pode levar à desaceleração da apreciação de ativos reais.

    Isso impacta negativamente os FIIs atrelados à economia real, em especial de shopping, logística e de tijolo, explica Rodolfo Senra, sócio da Brio Investimentos.

    Além disso, “vale mencionar que a alta da Selic gera uma maior atratividade à renda fixa, tirando liquidez do mercado de renda variável e, portanto, reduzindo a demanda por FIIs de maneira em geral”.

    Por outro lado, os fundos de papéis que sejam ativos atrelados ao CDI e ao IPCA ou FIIs cujas correções dos contratos são atreladas a tais indexadores se beneficiam do ambiente com inflação forte e juros mais altos, diz o especialista.

    Já Eduardo Levy, diretor de investimentos da Kilima Asset, afirma que os investidores precisam ficar atentos ao período eleitoral. Ele destaca que quanto mais próximo o primeiro turno está, mais volatilidade existe no mercado.

    “Precisamos entender o quão polarizado será [o dia 2 de outubro] e quais serão as políticas econômicas de cada candidato”.

     

    Veja o que os analistas disseram sobre os FIIs com maiores recomendações para julho:

    Bresco Logística

    Ticker: BRCO11

    Comentário: BTG Pactual

    O Bresco Logística FII é um fundo imobiliário focado em renda e gestão ativa, com o objetivo de investir em galpões logísticos que apresentem elevado padrão construtivo, além de localização próxima às principais regiões de consumo.

    Atualmente, o BRCO11 possui ativos localizados nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.

    A nossa sugestão de compra para o BRCO11 é pautada nos seguintes pilares: grande exposição ao estado de São Paulo, principal mercado consumidor do país; maior exposição a contratos atípicos; imóveis de altíssimo padrão; e maior previsibilidade de receitas.

    Os principais riscos do fundo são de crédito, vacância e mercado. A eventual insolvência dos locatários pode acarretar atraso ou calote dos aluguéis. Já o risco de vacância está relacionado com a rescisão do contrato e desocupação dos inquilinos, o que impactaria a rentabilidade do fundo. Por fim, o risco de mercado, com flutuações no valor das cotas.

    CSHG Real Estate

    Ticker: HGRE11

    Comentário: Guide

    Gerido pelo Credit Suisse, seu portfólio conta com 19 imóveis, com maior exposição em São Paulo. Apesar de bastante pulverizada, a vacância financeira do portfólio não é baixa, atualmente em 24,3%.

    Quanto às atividades comerciais, o fundo está bastante ativo na busca por novos locatários para ocupar as áreas vagas, e já vem anunciando novas locações. Segundo informado pelo gestor, o fechamento de vacância e aumento de renda recorrente são os principais objetivos para 2022.

    Considerando os preços de aluguel pedidos e redução de custos, o fundo possui potencial de entrega de R$ 1,05 por/cota (DY de 10% – preço de mercado atual).

    O HGRE está passando por um período de renovação do portfólio, buscando o aumento da participação em determinados ativos e a alienação de imóveis fora de São Paulo, de participação minoritária ou monousuários.

    Essa estratégia vem gerando ganhos de capitais adicionais, e reforça o foco na gestão de imóveis de maior qualidade.

    CSHG Recebíveis imobiliários

    Ticker: HGCR11

    Comentário: Guide

    A qualidade da carteira de CRIs do HGCR se destaca no segmento de recebíveis high grade, possuindo gestão de altíssima qualidade e longo histórico de resiliência, considerado referência no setor. Acreditamos também que o fundo deve se beneficiar com a alta de indexadores de inflação, tendo grande exposição a IPCA e, IGP-M em menor relevância.

    De acordo com o último relatório gerencial, o fundo possui 38 CRIs, sendo aproximadamente 50% indexado a CDI e 48% indexadores atrelados a inflação. A carteira possui ampla diversificação setorial, sendo as maiores exposições ao segmento varejista (34%), residencial (31%) e logístico (26%).

    Os riscos para o fundo são de insolvência de seus devedores, atrasos nos pagamentos, renegociações e pré-pagamentos, e performance negativa dos FIIs que possuem na carteira.

    Capitania Securities II

    Ticker: CPTS11

    Comentário: XP

    O Fundo tem o objetivo de proporcionar rentabilidade aos seus cotistas através da aquisição preponderantemente de ativos de origem imobiliária, conforme a política de investimento definida no Capítulo IV de seu regulamento.

    Os indicadores recentes sugerem que as perspectivas para a inflação seguem desafiadoras. Especialmente a inflação corrente, que se mostrou mais disseminada globalmente.

    Nesse sentindo, entendemos que a carteira do CPTS11 tem um perfil defensivo, pois detém 63,4% do PL em 36 CRIs marcados ao preço médio de IPCA + 6,40%.

    Os últimos dividendos distribuídos giraram em torno de R$1,10 por cota, o que representa um dividend yield anualizado de 14,5%.

    No mais, os fundos de papel se beneficiam em ambiente de inflação e juros mais elevados.

     

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