Artemis II: veja as principais imagens da missão até agora
Registros do lado oculto, formações geológicas e riscos de meteoros devem auxiliar cientistas no planejamento de futuras missões tripuladas
A missão Artemis II, da Nasa, já entrou para a história ao levar astronautas novamente às proximidades da Lua após mais de 50 anos. Ao longo da viagem, a tripulação registrou imagens inéditas do espaço profundo, do lado oculto lunar e de fenômenos raros observados durante o sobrevoo.
Um dos momentos mais simbólicos foi o chamado “nascer da Terra”. Após passar pelo lado oculto da Lua, a cápsula Orion registrou o planeta surgindo no horizonte lunar, imagem que remete à icônica foto da Apollo 8, mas agora com tecnologia moderna.
A tripulação capturou imagens detalhadas do lado oculto da Lua, região que não é visível da Terra. Os registros mostram crateras profundas, antigos fluxos de lava e formações geológicas que ajudam cientistas a entender a evolução do satélite.
Durante o alinhamento entre Sol, Lua e nave, os astronautas testemunharam um eclipse solar de quase uma hora, quando ausência de luz direta permitiu observar a coroa solar, a camada mais externa do Sol, com mais nitidez.
A missão também registrou a Terra no ponto mais distante já alcançado por humanos, os mais de 406 mil quilômetros em que planeta aparece como um pequeno ponto azul no vazio do espaço.
A Artemis II é a primeira missão tripulada do programa Artemis e tem como objetivo testar sistemas da nave Orion antes de futuros pousos na Lua. Com duração aproximada de dez dias, a viagem já acumula recordes e imagens que devem marcar uma nova era da exploração espacial.
As fotografias e vídeos capturados seguem sendo analisados por cientistas e devem contribuir para o planejamento das próximas missões, incluindo o retorno de astronautas à superfície lunar.
A Orion atingiu a maior distância já registrada por humanos em relação à Terra, chegando a 406,7 mil quilômetros, superando o recorde da missão Apollo 13.
No ponto de maior aproximação da Lua, a espaçonave passou a cerca de 6.545 quilômetros da superfície, enquanto viajava a aproximadamente 98 mil km/h em relação à Terra.
Durante o sobrevoo, os astronautas também enfrentaram um período de blackout de comunicação de cerca de 40 minutos ao passarem pelo lado oculto da Lua, evento previsto em missões desse tipo.
Ao longo de cerca de sete horas de observação lunar, a tripulação realizou análises detalhadas da superfície do satélite. Foram registradas imagens de crateras, fluxos de lava e formações geológicas que ajudam a entender a evolução da Lua.
Os astronautas também relataram diferenças de cor e brilho no solo lunar, informações que podem indicar composição mineral e idade das estruturas.
Com duração total estimada de dez dias, a Artemis II segue agora em trajetória de retorno livre, utilizando a própria gravidade lunar para garantir o caminho de volta sem necessidade de manobras complexas.
A amerissagem está prevista para sexta-feira (10), no Oceano Pacífico, na costa de San Diego, nos Estados Unidos, por volta das 20h07 (horário de Brasília).


