Brasil é um dos países signatários do programa Artemis II, da Nasa

Após mais de 50 anos sem viagens tripuladas à Lua, o país investe em tecnologia, pesquisa e produção de alimentos para contribuir com a missão da Nasa

Da CNN Brasil
Compartilhar matéria

O Brasil é um dos países signatários do programa Artemis II da Nasa, que marca o retorno da humanidade à órbita lunar após mais de cinco décadas. A missão, iniciada nesta quarta-feira (1º), representa um passo importante rumo ao objetivo de pisar novamente na superfície lunar até 2029, sendo a última viagem tripulada ao satélite realizada em 1972.

O programa Artemis II levará quatro astronautas em uma missão de teste ao redor da Lua, com o Brasil participando ao lado de outras nações em uma parceria voltada à exploração pacífica do espaço e ao compartilhamento de informações científicas sobre o satélite natural da Terra.

O país busca autonomia no setor espacial e tem investido em tecnologia e pesquisa. A Agência Espacial Brasileira (AEB), criada em 1994, enfrenta desafios para alcançar independência no setor, mesmo contando com a localização estratégica do Centro de Lançamento de Alcântara, no Maranhão, considerada ideal para lançamentos espaciais.

Contribuição brasileira ao programa espacial

Entre as iniciativas brasileiras está o projeto Space Farming, da Embrapa, que estuda o desenvolvimento de alimentos capazes de resistir às condições do espaço, visando viabilizar no futuro a produção em estações lunares.

"O Brasil é reconhecido internacionalmente pela pesquisa agrícola, no caso da Embrapa, e vários institutos parceiros brasileiros. Então, para nós, tem sido muito gratificante poder contribuir no programa Artemis", destaca Alessandra Favero, coordenadora do projeto Space Farming.

Outra aposta brasileira é o nanossatélite Selenita, desenvolvido pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), que deve integrar a contribuição do país ao programa. "Eu acredito que a gente vai estudar a geofísica da Lua, e especialmente na região próxima ao Polo Sul lunar, onde há uma probabilidade enorme dos países participantes da missão Artemis estabelecerem uma base", explicou Luis Loures, professor do ITA e gerente do projeto Selenita.

Desenvolvimento de foguetes nacionais

Até hoje, o Brasil não conseguiu colocar um foguete em órbita, mas um novo projeto em parceria com a iniciativa privada busca mudar esse cenário ainda este ano. Com investimento de R$ 189 milhões, o país desenvolve um foguete capaz de levar satélites ao espaço.

O desenvolvimento desse veículo lançador segue uma estratégia de otimização, com vários estágios para máximo rendimento na troca de energia. Os primeiros estágios são destinados a ganhar altura, enquanto os estágios finais, com foguetes menores, dão o "pontapé final" para injetar o satélite na inclinação e altura corretas.

Essas iniciativas renovam a expectativa de acesso autônomo ao espaço e apontam para um futuro tecnológico ambicioso para o Brasil, com avanços que poderão beneficiar diversos setores, incluindo a agricultura, com o desenvolvimento de culturas mais adaptadas e eficientes no uso de água e energia, além de tecnologias de automação e robótica para produtores de diferentes portes.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.