Brasil na Lua: satélite nacional fará ousada missão no polo sul lunar

Missão brasileira desenvolvida pelo ITA, em parceria com a Nasa, pretende estudar campos magnéticos e as interações geológicas lunares

Thiago Félix e Thomaz Coelho, da CNN Brasil, São Paulo
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O material selenita é um cristal que o brilho lembra a Lua, popularmente conhecido por tradições lunares, mas agora também tem outro significado.

Um projeto desenvolvido pelo ITA (Instituto de Tecnologia Aeronáutica), financiado pela Finep (Financiadora de Estudos e projetos) em parceria com a agência americana Nasa, está desenvolvendo a SelenITA, um nanossatélite que pretende ir para órbita lunar e contornar a polo sul da Lua. 

Em meio à Missão Artemis, o pequeno satélite terá o foco de estudar campos magnéticos e as interações geológicas lunares. O SelenITA também irá investigar a poeira da superfície lunar, causada por fenômenos elétricos e asteroides.

"Onde você tem, dentro das crateras, água em forma de gelo; onde você tem um insumo muito difícil de você trazer da Terra. Então, nós vamos estudar os campos magnéticos e toda a situação de poeira entre o dia e a noite lunar", diz Luis Loures, professor do ITA e gerente do projeto, em entrevista à CNN Brasil.

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CNN Brasil conta essa e outras reportagens na série "Brasil na Lua" sobre o papel do Brasil na exploração espacial na expectativa para o lançamento da missão Artemis II, da Nasa, previsto para esta quarta-feira (1º), que deve marcar o retorno de astronautas à órbita da Lua e abrir caminho para novas etapas do programa lunar.

Missão brasileira

Ainda sem data definitiva, o nanossatélite brasileiro deve integrar uma das próximas missões Artemis, lembrando que a iniciativa assinada pelo Brasil tem duração até 2031.

No polo sul da Lua, o SelenITA vai contribuir com informações  para a futura exploração humana planejada e desenhada pela Nasa.

Vídeo do satélite orbitando a lua

É o grande evento científico do século XXI. Então, o Brasil estar envolvido nisso, de uma forma ou de outra, vai catapultar muita ciência no Brasil, de diferentes tipos
Luis Loures, professor do ITA e gerente do projeto

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Brasil no programa Artemis

O Brasil entrou para o programa Artemis, em novembro de 2023, quando a AEB (Agência Espacial Brasileira) assinou a participação junto à Nasa, responsável pela articulação internacional que pretende estabelecer e reforçar os acordos da exploração científica e a troca de conhecimento sobre a Lua.