Brasileiros estão na final de competição aeroespacial internacional
Astrabrazil, formada por estudantes do ensino médio, faz história na maior disputa de engenharia aeroespacial do mundo

Uma equipe brasileira formada por estudantes do ensino médio, alcançou a final da International Space Settlement Design Competition (ISSDC), considerada uma das maiores competições estudantis de engenharia aeroespacial do mundo, sendo a primeira equipe sul-americana da história a chegar nessa fase.
O projeto que levou a equipe Astrabrazil para a final se chama V02 e propõe a expansão de uma colônia flutuante na atmosfera do planeta Vênus, por meio de um sistema industrial que é capaz de transformar fosfina (PH₃) em materiais de alto valor tecnológico.
O modelo inclui sistemas industriais automatizados para processamento químico espacial, inteligência artificial para monitoramento e segurança, áreas habitáveis para astronautas e viabilidade econômica superior a US$ 1,2 bilhão anuais.
Astrabrazil foi o nome da equipe escolhida pelos estudantes, que faz alusão aos astros.
Rafael Mayo, idealizador do grupo, relatou à CNN Brasil qual a sensação de ser da primeira equipe sul-americana a chegar na final. “Acho que isso aqui vai servir bastante como inspiração para as próximas turmas e acho que, principalmente, a gente ser a primeira pesa bastante na hora e mostra bastante do potencial que os alunos brasileiros têm em frente aos outros países.”
Ele comentou com exclusividade para a reportagem que a equipe está se preparando por meio de conversas com instituições brasileiras do ramo, para entenderem como é o dia-a-dia na realidade, além de estarem buscando apoio institucional no setor aeroespacial.
A ISSDC reúne milhares de estudantes do mundo todo para desafios inspirados em projetos reais da indústria espacial. Ela conta com apoio de diversas organizações, como a Nasa e outras relacionadas à engenharia aeroespacial.
A competição é dividida em duas fases: a qualificação e a final internacional. Ela se utiliza de uma organização fictícia, nomeada como Sociedade da Fundação, onde são criados cenários futuristas dentro do século XXI.
A partir disso, as equipes devem se utilizar de extensões plausíveis da tecnologia atual para suas propostas de projeto. Dias antes do evento, a Sociedade Fundação publica um comunicado de imprensa, que dá o tema da pesquisa central para os participantes.
A ideia é que, no dia do evento, as equipes virem empresas fictícias, com aproximadamente 60 funcionários e tentem ganhar um “contrato” com a Sociedade Fundação.
Para as finais, as empresas recebem o desafio de enviar uma solicitação de proposta, que pode ser enviada ao longo de semestres. Aquelas com a melhor proposta, são classificadas para a final
Na final internacional, quatro novas empresas são formadas e recebem uma nova solicitação de proposta. Essas solicitações tem como componentes a engenharia estrutural, de operações, departamento de fatores humanos, de projetos e serviços de automação e desenvolvimento de negócios, além de um cronograma de custos do projeto.
*Sob supervisão


