Cobiçada por Trump, Groenlândia é bombardeada por aurora boreal; veja vídeo
Espetáculo foi acompanhado pelos cidadãos do território nesta terça-feira (20); imagens mostram o céu da região tomada pela luz verde causada pelo fenômeno
Em um momento em que a Groenlândia é tomada pelos holofotes internacionais, cidadãos do território foram iluminados pelo fenômeno da aurora boreal, também conhecida como "luzes do norte", que pôde ser vista nesta terça-feira (20).
O espetáculo de luzes é causado pelo lançamento de massa coronal no Sol. Imagens divulgadas pela Reuters mostram o céu da região tomado por uma brilhante luz verde. Veja:
O fenômeno ocorre no momento em que Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, intensificou a pressão para tomar a soberania da Groenlândia, atualmente pertencente à Dinamarca, membro da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), o que levou a União Europeia a considerar aplicar medida ao país americano.
Trump insinuou sua ambição de assumir o controle da Groenlândia ao fato de não ter ganhado o Prêmio Nobel da Paz, e afirmou que não pensava mais "puramente em paz", já que a disputa pela ilha ameaçava reacender uma guerra comercial com a Europa.
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O que é a aurora boreal?
A aurora boreal é um indicador das condições atuais de tempestades geomagnéticas e fornece informações situacionais para diversas tecnologias. Ela impacta diretamente as comunicações de rádio HF e a navegação por satélite GPS/GNSS. Além disso, está intimamente relacionada às correntes induzidas pelo solo que afetam a transmissão de energia elétrica.
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Elas são o resultado da colisão de elétrons com as camadas superiores da atmosfera terrestre. (Os prótons causam auroras tênues e difusas, geralmente não facilmente visíveis a olho nu.) Os elétrons são energizados por meio de processos de aceleração na cauda a sotavento (lado noturno) da magnetosfera e em altitudes mais baixas ao longo das linhas do campo auroral.
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Durante esse processo, os elétrons acelerados seguem o campo magnético da Terra até as regiões polares, onde colidem com átomos e moléculas de oxigênio e nitrogênio na alta atmosfera terrestre. Nessas colisões, os elétrons transferem sua energia para a atmosfera, excitando os átomos e moléculas para estados de energia mais elevados.
Ao retornarem a estados de energia mais baixos, os átomos e moléculas liberam sua energia na forma de luz.
Quando a atividade climática espacial aumenta e tempestades e subtempestades mais frequentes e intensas ocorrem, o fenômeno se estende em direção ao equador. Durante grandes eventos, a aurora pode ser observada tão ao sul quanto os Estados Unidos, a Europa e a Ásia.
*Sob supervisão de AR


