Compare fotos da Lua tiradas pela Artemis II e pela Apollo 11

Missões mostram evolução, revelando detalhes inéditos da superfície lunar com alta definição

Felipe Souza, da CNN Brasil, em São Paulo
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Mais de meio século separa as imagens da Lua registradas pela Apollo 11 e pela Artemis II e a evolução tecnológica transformou completamente a forma como o satélite natural é observado, revelando detalhes inéditos da superfície lunar.

A missão Artemis II, primeira viagem tripulada ao redor da Lua desde 1972, trouxe imagens em alta definição e com alcance espectral ampliado. Já a Apollo 11, em 1969, produziu registros históricos, mas limitados pelas câmeras analógicas da época. Veja a diferença dos dois registros:

As imagens da Apollo 11 marcaram a história da humanidade ao registrar, pela primeira vez, a presença humana na Lua. No entanto, a tecnologia disponível à época resultava em fotos com menor resolução, granulação visível e limitações de contraste.

Mesmo assim, esses registros foram fundamentais para mapear áreas iniciais do satélite e documentar o pouso do módulo lunar.

Já as imagens da Artemis II apresentam um salto tecnológico significativo. Com câmeras digitais avançadas e sensores modernos, a missão consegue capturar crateras, relevos e variações de composição com muito mais precisão.

Além disso, a Artemis II registra regiões que não eram acessíveis nas missões Apollo, como o lado oculto da Lua, ampliando o conhecimento científico sobre o satélite.

A missão

A Artemis II é a primeira missão tripulada do programa Artemis e tem como objetivo testar sistemas da nave Orion antes de futuros pousos na Lua. Com duração aproximada de dez dias, a viagem já acumula recordes e imagens que devem marcar uma nova era da exploração espacial.

A Orion atingiu a maior distância já registrada por humanos em relação à Terra, chegando a 406,7 mil quilômetros, superando o recorde da missão Apollo 13.

No ponto de maior aproximação da Lua, a espaçonave passou a cerca de 6.545 quilômetros da superfície, enquanto viajava a aproximadamente 98 mil km/h em relação à Terra.

A amerissagem está prevista para sexta-feira (10), no Oceano Pacífico, na costa de San Diego, nos Estados Unidos, por volta das 20h07 (horário de Brasília).