Entenda o que é a "zona de influência" da Lua e por que ela é estratégica

Entrada na área indica momento exato em que dinâmica da viagem muda completamente para astronautas a caminho do satélite natural da Terra; esta segunda-feira (6) marca um dos principias dias da missão Artemis II

Vitor Bonets, colaboração para a CNN Brasil, em São Paulo
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A Artemis II ultrapassou, nesta segunda-feira (6), uma fronteira invisível, mas fundamental para o sucesso da jornada rumo à órbita lunar: a zona de influência da Lua.

O marco foi atingido às 01h41, o que marcou o momento exato em que a dinâmica da viagem mudou completamente para a tripulaçao a bordo da cápsula Orion.

O que significa entrar na zona de influência?

Na prática, entrar na zona de influência siginifica que a gravidade da Lua passou a exercer uma força de atração maior sobre a nave do que a gravidade da Terra. Durante os primeiros dias de missão, a Orion precisou de grande velocidade e potência pra se afastar do planeta.

Agora, o cenário é o contrário. O satélite natural assumiu o "domínio" gravitacional, o que faz com que a cápsula seja puxada em sua direção. 

A astronauta da Nasa Crhistina Koch descreveu a sensação de atingir o marco como: "Agora estamos caindo em direção à Lua, em vez de estarmos subindo para longe da Terra”. 

Por que o ponto é estratégico?

Para os controladores da Artemis II, a entrada na zona de influência é considerada um ponto estratégico na trajetória da viagem por dois motivos principais: a navegação natural e a preparação para o sobrevoo.

  • Navegação natural: uma vez sob domínio da Lua, a espaçonave não precsa mais "lutar" contra a Terra. Ela passa a seguir naturalmente em direção ao satélite, o que facilita as manobras de sobrevoo.
  • Preparação: o marco indica que a Orion está "na mira" para o ponto de máxima aproximação, previsto às 20h02 desta segunda-feira (6), quando deve ficar apenas 4.070 milhas, ou cerca de 6.000 km, da superfície.

Tripulação pronta

Os astronautas da Artemis II acordaram na manhã desta segunda-feira (6) e agora estão prontos para o ponto mais crítico da viagem à Lua, o sobrevoo lunar.

Após entrarem na esfera de influência da lua, a capsúla Orion deixou de "subir" em relação à Terra para "cair" em direção ao satélite, momento em que a gravidade passou a dominar a trajetória da nave.

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A tripulação acordou ao som de "Good Morning", de Mandisa e TobyMac, enquanto estava a 30.280 km da Lua. Além disso,  Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen também receberam uma mensagem especial que o astronauta das missões Apollo 8 e Apollo 13, Jim Lovell, gravou para a missão.

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 Quebra de recorde

Um dos grandes marcos do sexto dia deve ocorrer às 14h56, quando a tripulação deve ultrapassar o recorde de maior distância percorrida por seres humanos em relação à Terra. A marca foi estabelecida pela missão Apollo 13, na década de 70.

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Pouco tempo depois, às 15h45, os astronautas iniciam ium longo período de observações lunares.

Segundo a Nasa, a equipe deve ter uma visão inédita da Bacia Ocidental, uma cratera de 965 km de diâmetro que marca a transição entre o lado visível e o lado oculto da Lua. 

Outro evento

Durante o sexto dia da Artemis II, missão que promete levar o homem até a órbita lunar, os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen devem perder a comunicação com a Terra por um tempo estimado de 40 minutos. 

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"apagão" acontece no momento em que a Orion passa por trás da Lua, o que resulta em um bloqueio das ondas de rádio. De acordo com as previsões, o evento deve ocorrer por volta das 19h47, do horário de Brasília.

Durante o período, a massa física da Lua bloqueia a trajetória direta das comunicações entre a espaçonave e a Terra. O sinal deve ser restabelecido assim que a nave completar a trajetória e retomar a visibilidade direta com o planeta.

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A nave deve atingir o ponto máximo de aproximação da superfície lunar às 20h02. Alguns minutos depois, a cápsula deve atingir a distãncia máxima da Terra durante a missão.

Outro fenômeno está marcado para ocorrer entre 21h35 e 22h32, quando a tripulação testemunhará um eclipse solar direto do espaço, com a Lua bloqueando a visão do Sol por quase uma hora.

A Nasa transmite a missão 24 horas por dia, incluindo uma cobertura especial da passagem pela Lua a partir das 14h (horário de Brasília), por meio da plataforma NASA+. A CNN Brasil também faz a cobertura completa, com atualizações em tempo real no site e na programação.