Em 2° dia de greve na CPTM, veja como estão as linhas nesta quarta (5)
Linhas continuam operando parcialmente; sindicato convocou nova assembleia para a tarde desta quarta-feira (5)
No segundo dia de greve dos funcionários da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), as linhas de trem 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade continuam operando com impactos nesta quarta-feira (5). A paralisação parcial continua após assembleia geral realizada na noite desta terça (4).
Segundo a companhia, a linha 11, que liga as estações Estudantes e Palmeiras-Barra Funda, atua apenas entre Guaianases e Palmeiras-Barra Funda. Assim como a linha 12, que atende Calmon Viana até o Brás, mas funciona apenas entre as estações Engenheiro Goulart e Brás por conta da greve. As duas linhas atendem a Zona Leste de São Paulo.
A linha 13-Jade opera normalmente desde às 6h, mas conta com apoio do sistema Paese (Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência) para ajudar na circulação das pessoas. De acordo com a CPTM, os trens operam com intervalo de 30 minutos, maior do que o normal, entre as estações Engenheiro Goulart e Aeroporto-Guarulhos.
Alternativas de transporte
Para chegar nas estações com operação normalizada, os ônibus do Paese estão distribuídos na frente dos pontos sem funcionamentos. Ao todo, há 95 coletivos de apoio para a linha 11, 90 para a linha 12 e 10 para a linha 13.
Caso seja necessário usar uma das linhas com os funcionários em greve, o transporte estará disponível entre as estações Guaianases e Estudantes. O mesmo vale para a linha 12, na qual o serviço está mobilizado entre Engenheiro Goulart e Calmon Viana, e para a linha 13, entre Engenheiro Goulart e Aeroporto-Guarulhos.
A população também poderá utilizar as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata do Metrô, que operam desde às 4h com maior quantidade de carros.
A Prefeitura de São Paulo suspendeu o rodízio de veículos na cidade pelo segundo dia consecutivo.
Primeiro dia de greve
O Sindicato dos Ferroviários, que representa os trabalhadores da CPTM, decidiu permanecer com a paralisação nesta quarta. Segundo os grevistas, o Governo do Estado de São Paulo não cumpriu com uma das exigências da categorias, que é a garantia concreta de preservação dos empregos de todos os funcionários da empresa.
Uma nova assembleia geral foi convocada para esta quarta às 17h e os trabalhadores voltarão a avaliar os próximos passos do movimento.
Em resposta, o governo estadual disse que o sindicato decretou greve mesmo após o compromisso de não fazer nenhuma demissão durante o período de realocação de funcionários da CPTM.
O presidente da CPTM, Michael Cerqueira, também disse que o sindicato descumpriu com uma medida judicial imposta após a confirmação da greve. Após decisão do TRT (Tribunal Regional do Trabalho), a categoria deveria funcionar com 80% da frota nos horários de pico e 60% nos demais períodos.
No entanto, segundo a empresa e o próprio governo, que se manifestou posteriormente, o efetivo circulou abaixo da cota mínima determinada.
Caso haja qualquer descumprimento, o sindicato está submetido a pagar uma multa diária de R$ 400 mil.
O que diz o sindicato?
Luiz Júnior, diretor executivo do sindicato, afirma que a motivação da greve vai além de uma "reclamação trabalhista". "O que está em jogo é o transporte de qualidade de São Paulo", disse em entrevista à imprensa.
O sindicalista afirma que sugeriu ao governo do Estado que os funcionários voltassem ao trabalho se a CPTM proporcionasse catraca livre nas estações para a população. A partir disso, os sindicalistas continuariam negociando com os órgãos envolvidos, "para que ninguém seja prejudicado".
Sobre a multa relacionada ao descumprimento da medida judicial, o diretor executivo considerou a ação "controversa", uma vez que, para eles, o percentual do efetivo está sendo seguido.

