Missão Artemis II: astronautas entram em quarentena antes de viagem à Lua
Tripulação conta com três astronautas americanos e um canadense; período de reclusão tem previsão de durar cerca de 14 dias
Os astronautas americanos Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, e o canadense Jeremy Hansen entraram em quarentena na sexta-feira (23). Os quatro irão compor a tripulação da Missão Artemis II realizada em conjunto entre a Nasa e a CSA (Agência Espacial Canadense).
A medida garante que o grupo não contraia nenhuma doença que possa atrasar sua missão, limitando sua exposição a outras pessoas nos dias que antecedem o lançamento. Esse período, chamado de programa de estabilização da saúde, geralmente começa cerca de 14 dias antes do lançamento.
Até o momento, a agência ainda não definiu uma data oficial de lançamento e os testes do foguete e da espaçonave continuam. Dependendo do resultado do ensaio geral na água ou de outras considerações operacionais, a tripulação poderá sair da quarentena e retornar 14 dias antes de qualquer data de lançamento.
A previsão inicial é de que a decolagem ocorra no dia 6 de fevereiro.
O grupo iniciará a quarentena em Houston e, se os testes continuarem a correr bem e as atividades progredirem rumo a um possível lançamento no próximo mês, seguirão para o Centro Espacial Kennedy da Nasa, na Flórida, cerca de seis dias antes do lançamento. Lá, a tripulação da Artemis II ficará alojada nos alojamentos dos astronautas dentro do Edifício de Operações e Verificação Neil A. Armstrong.
Durante a quarentena, a tripulação poderá manter contato com amigos, familiares e colegas que consigam cumprir as diretrizes de quarentena.
Além disso, irão evitar locais públicos, usar máscaras e manter distância de outras pessoas. Essas atividades de treinamento continuarão nos próximos dias com simulações de missão e exames médicos.
Enquanto isso, as equipes no Centro Espacial Kennedy continuam preparando o foguete SLS (Space Launch System) e a espaçonave Orion, juntamente com os sistemas terrestres associados, para o lançamento.
Balões da Nasa na Antártida tentam desvendar a antimatéria
As equipes concluíram todas as verificações dos sistemas de energia mecânica, das linhas de propelente criogênico e dos motores na plataforma de lançamento. No último sábado (24), o perímetro da plataforma foi liberado para todo o pessoal não essencial para a manutenção dos propulsores do SLS, que está programada para começar durante o fim de semana.
Do outro lado do país, a Nasa e o Departamento de Guerra, que trabalharão juntos para resgatar a tripulação e a espaçonave após seu retorno à Terra e pouso no Oceano Pacífico, realizam uma simulação final de suas atividades, chamada de treinamento "just-in-time", no mar. Essas equipes vão ao local de pouso da Orion nos dias seguintes ao lançamento.
Mesmo com falha e aconselhada a desistir, Nasa mandará astronautas para Lua
A missão Artemis II, com duração aproximada de 10 dias, ao redor da Lua, é o primeiro voo tripulado da campanha Artemis da Nasa. Ela ajudará a testar os sistemas e equipamentos necessários para continuar enviando astronautas em missões cada vez mais complexas para explorar a Lua em busca de descobertas científicas, benefícios econômicos e para dar continuidade ao desenvolvimento das primeiras missões tripuladas a Marte.
Falha conhecida
Quatro astronautas devem iniciar uma viagem histórica ao redor da Lua, no dia 6 de fevereiro. Eles embarcarão na espaçonave Orion da Nasa, com 5 metros de diâmetro, que, de acordo com alguns especialistas, possui uma falha conhecida.
A agência espacial foi aconselhada por algumas pessoas a não realizar a missão com humanos a bordo, mas continua confiante de que o problema está sob controle e que a espaçonave poderá trazer a tripulação de volta em segurança.

O problema está relacionado a um revestimento especial aplicado à parte inferior da espaçonave, chamado escudo térmico. Trata-se de um componente crucial projetado para proteger os astronautas de temperaturas extremas durante a descida de volta à Terra na etapa final da missão lunar Artemis II .
Essa parte vital da espaçonave Orion é quase idêntica ao escudo térmico usado na missão Artemis I, um voo de teste não tripulado de 2022. A espaçonave Orion dessa missão anterior retornou do espaço com o escudo térmico marcado por danos inesperados, o que levou a Nasa a investigar o problema.
E embora a Nasa esteja prestes a liberar o escudo térmico para o voo, mesmo aqueles que acreditam que a missão é segura reconhecem que existem riscos desconhecidos envolvidos.
*Sob supervisão de AR.


