Nasa lança missão inédita para “rebocar” satélite neste sábado (27)

Ação inédita com a Katalyst Space Technologies busca evitar que o observatório Swift sofra reentrada na atmosfera e seja destruído

Beto Souza, da CNN Brasil, São Paulo
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A Nasa e a Katalyst Space Technologies iniciam neste sábado (27) uma operação histórica para salvar o telescópio espacial Swift. A missão utilizará uma espaçonave robótica para capturar o observatório e elevá-lo a uma órbita mais segura, impedindo que ele queime na atmosfera da Terra.

Lançado em 2004, o Swift é fundamental para detectar explosões de raios gama.

A missão é considerada uma corrida contra o tempo, pois o Swift tem 90% de chance de reentrada —— momento em que um satélite ou objeto espacial retorna e penetra na atmosfera da Terra — até o final de 2026 se nada for feito.

O desafio técnico é elevado. Ao contrário de outros satélites, o Swift não foi projetado para acoplagem, não possuindo travas ou portas de conexão.

Tecnologia e segurança

Para o resgate, a Katalyst desenvolveu um mecanismo de captura que se fixará à estrutura principal do satélite sem comprometer seus instrumentos.

A operação seguirá os seguintes passos:

  • Aproximação autônoma: Uma espaçonave robótica realizará manobras de precisão, conhecidas como operações de proximidade e encontro (RPO), para se aproximar do Swift de forma autônoma em órbita.
  • Mecanismo de captura personalizado: Como o telescópio não possui portas de acoplagem ou travas, será utilizado um mecanismo de captura robótico exclusivo. Este sistema foi desenvolvido para se fixar a uma estrutura principal do satélite sem causar danos aos seus instrumentos sensíveis.
  • Reposicionamento orbital: Uma vez acoplada, a espaçonave robótica funcionará como um motor externo para manobrar o Swift para uma órbita mais estável. O objetivo é elevar a altitude do telescópio para neutralizar o arrasto atmosférico que o está puxando de volta para a Terra.

O sucesso desta operação demonstrará uma nova capacidade de "manutenção em órbita" para satélites não preparados, permitindo que sejam consertados ou movidos em vez de descartados.