O que é a tempestade solar que vai atingir Terra e provocar auroras boreais
Fenômeno desencadeado por explosão moderada no Sol coloca o planeta sob aviso e deve provocar o surgimento de auroras boreais até o próximo dia 29

A Terra entrou em alerta para os efeitos de uma tempestade solar de intensidade moderada que deve atingir o planeta. O fenômeno foi desencadeado por uma erupção solar de classe M6.9, considerada de tamanho médio, registrada em 25 de agosto de 2026, que liberou uma grande quantidade de partículas em direção ao planeta.
Em decorrência disso, a NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos) emitiu alertas de tempestades geomagnéticas de nível G1 (menor) para esta quinta-feira (27), e de classe G2 (moderada) para sexta (28) e sábado (29).
O que é uma tempestade solar?
De acordo com a agência espacial norte-america (NASA), uma tempestade solar é uma súbita explosão de partículas, energia, matéria e campos magnéticos que o Sol arremessa para o espaço.
Quando as erupções são direcionadas diretamente para a Terra, o material solar colide com o escudo de proteção do planeta, o que provoca uma grande perturbação no campo magnético terrestre conhecido como tempestade geomagnética.
Como o fenômeno é gerado no Sol
A engrenagem por trás das tempestades solares está no magnetismo do Sol. A estrela rotaciona de forma irregular, com a sua linha do equador girando mais rapidamente que seus polos, o que a torce, contorce e estica as linhas de campo magnético.
Quando os campos ficam excessivamente tensionados, eles se rompem e se reconectam em um processo violento chamado reconexão magnética. O evento libera uma grande quantidade de energia, que pode gerar alguns eventos. Entre eles estão:
- Erupções solares: intensos flashes de radiação e luz;
- Tempestades de radiação: partículas carregadas disparadas a velocidades extremas pelo espaço;
- Ejeções de Massa Coronal (EMC): nuvens gigantescas contencio bilões de toneladas de gás eletricamente carregado (plasma) e campos magnéticos;
Toda a atividade oscila de acordo com o ciclo solar de 11 anos. Nos períodos de "máximo solar", as manchas solares aumentam e as explosões tornam-se consideravelmente mais frequentes.
Quais são os impactos reais na Terra?
O maior impacto ocorre quando as partículas carregadas da ejeção de massa coronal entram na atmosfera superior, ao interagir com átomos e moléculas locais para gerar as cortinas de luzes coloridas conhecidas como auroras boreais e austrais.
Auroras boreais podem ocorrer em diversas partes do planeta, inclusive mais ao sul, que são poucos frequentes.
Podem ocorrer flutuações na rede elétrica. Sistemas de energia em altas latitudes podem apresentar alarmes de tensão.
É possível que haja aumento do arrasto em satélites em órbita baixa da Terra. O sistema de rádio pode sofrer instabilidade e os astronautas que estão no espaço têm de se proteger da radiação solar, que pode ser mortal.
Apesar do risco real, as tempestades solares não provocam danos físicos às pessoas na superfície terrestre. Isso porque a atmosfera e o campo magnético da Terra atuam como um escudo impenetrável contra as radiações mais perigosas do Sol.
O que é uma erupção solar
As erupções solares são comuns e acontecem várias vezes ao ano, embora uma série de explosões fortes da classe X em poucos dias seja pouco observado.
Elas fazem parte da atividade solar. O Sol tem uma atividade magnética, e essas erupções acontecem com uma certa frequência. Isso acontece em particular quando o Sol está mais ativo.
O Sol é regido por um ciclo, que dura em média 11 anos. Durante esse período, o campo magnético do astro-rei se inverte, causando variações, como manchas visíveis e as erupções.
Erupções solares podem ter diversas classes. A X – que pode variar de X.1 para cima (X.2, X.3...) – é a mais severa, com potencial para afetar satélites que estão na órbita da Terra.
Veja a tabela abaixo:
- Classe X – São as mais severas, de grande magnitude, podendo interferir em comunicações e com grande quantidade de radiação. Gera auroras intensas. Os números podem variar, de X.1 a X.9, dando uma percepção maior da intensidade.
- Classe M – São de tamanho médio, causam breves interrupções na comunicação por rádio e também geram auroras.
- Classe C – São pequenas e com poucas consequências perceptíveis na Terra.
- Classe B – São 10 vezes menores que as de classe C.
- Classe A – São 10 vezes menores que da classe B, sem consequências

