Vida alienígena: entenda como Nasa busca respostas no universo

Jared Isaacman, administrador da Nasa, afirmou que chance de existir vida fora da Terra é "bastante alta"; próximos anos devem ser de inovações tecnológicas, inclusive para transformação da Lua

Vitor Bonets, colaboração para a CNN Brasil, em São Paulo
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A busca pela resposta para a pergunta "estamos sozinhos?" está no cerne de quase todas as atividades da Nasa. Em entrevista à CNN, o administrador da Nasa, Jared Isaacman, contou como a agência monta as estruturas das futuras missões com o objetivo de desvendar os segredos do universo e encontrar sinais de vida fora da Terra.  

Uma das peças fundamentais citadas por Isaacman é o lançamento do Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, previsto para o final de 2026. O equipamento promete tem um campo de visão 100 vezes maior que o telescópio Hubble e uma taxa de varredura mil vezes superior. O fator pode ampliar a capacidade da agência de mapear o cosmos em busca de planetas habitáveis. 

Além disso, a Nasa, segundo o administrador, planeja transformar a Lua em um posto avançado de observação. A construção de uma base permanente no Polo Sul lunar deve permitir, no futuro, a instalação de telescópios na superfície lunar. Isso pode criar uma infraestrutura para auxiliar na busca pela vida fora da Terra.

Outro foco da agência para o futuro é a determinação de missões robóticas para explorar locais com potencial bioógico no sistema solar. Entre os projetos destacado por Isaacman estão a Missão Titã e a criação de uma sonda interplanetária. A missão Titã consiste no envio de um octacóptero movido a energia nuclear para explorar a lua de Saturno, Titã.

Já o segundo projeto, é uma sonda nuclear que passará por Marte e liberará uma série de helicópteros para investigações científicas. 

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Vida fora da Terra?

O administrador da Nasa, Jared Isaacman, afirmou à CNN que as chances de existência de vida fora da Terra são “bastante altas”, ao comentar os objetivos da exploração espacial durante entrevista sobre a missão Artemis II.

Segundo ele, responder à pergunta sobre se a humanidade está sozinha no Universo é parte central do trabalho da agência. “Isso é inerente em cada um dos nossos esforços científicos".

Estamos sozinhos? Eu diria que as chances de encontrarmos algo, em algum momento, são bem altas.
Jared Isaacman, administrador da Nasa

Isaacman ressaltou que, apesar de já ter ido ao espaço, não encontrou indícios de vida extraterrestre até agora. Ainda assim, destacou a dimensão do universo como um fator relevante para essa possibilidade. Ao mencionar a existência de trilhões de galáxias, ele indicou que o cenário amplia significativamente as chances de descoberta no futuro.

Durante a entrevista, o administrador também abordou aspectos operacionais da Artemis II, como o período de perda de comunicação durante o sobrevoo do lado oculto da Lua. Segundo ele, esse tipo de situação é considerado rotineiro em missões espaciais e não representa uma preocupação central para as equipes.

Outro ponto citado foi o funcionamento do banheiro na cápsula Orion. Isaacman afirmou que, historicamente, esse é um dos desafios mais persistentes em voos espaciais. “o banheiro funcionando é quase uma capacidade de recompensa”, disse, ao destacar que, mesmo com avanços tecnológicos, o sistema ainda exige soluções de contingência.

Como está a missão Artemis II

Após o histórico sobrevoo lunar e o início da trajetória de retorno ao planeta Terra, a missão Artemis II entrou no oitavo dia de viagem nesta quarta-feira (8). Parte do dia está reservada para o preparo do corpo humano e da nave para o reencontro com a gravidade terrestre.

Um dos principais objetivos da data é garantir a saúde dos astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen para a transição de ambientes.

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Para isso, a tripulação realizou sessões de exercícios no flywheel, um sistema baseado em cabos que permite tanto treinos aeróbicos quanto movimentos de resistência, como agachamentos e levantamentos de peso, essenciais para evitar a perda de massa muscular e óssea.

Além disso, a equipe iniciou os testes com os trajes de intolerância ortostática. O traje de compressão é utilizado por baixo das roupas de sobrevivência principal e serve para aplicar pressão na parte inferior do corpo.

A chegada está prevista para a noite de sexta-feira (10), quando a cápsula Orion realizará a reentrada na atmosfera — considerada uma das etapas mais críticas da missão.