Vanessa Mesquita
Coluna
Vanessa Mesquita

Campeã do BBB 14 e formada em Propaganda e Marketing, atua como médica-veterinária e ativista da causa animal, e fundou o Instituto Pet Van, que protege animais

Estupro não é ofensa: a crueldade de Solange no BBB 26

Atriz se irrita com Samira e dispara comentário chocante, atingindo vítimas de violência sexual e causando indignação nacional

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Quando a gente acha que já viu de tudo no BBB 26, alguém nos surpreende! Solange Couto, até então considerada a planta da edição, antes que ficasse com esse rótulo (que seria muito mais digno), falou uma das maiores atrocidades da história do programa.

A eterna Dona Jura estava na área externa da casa conversando com Babu Santana, quando Samira comentou com a atriz que deixaria parte da comida separada para ela. Solange fez questão de dizer que só não tinha almoçado ainda porque estava sem fome e não por rejeitar a comida da gaúcha. Irritada com situação, a veterana falou “tudo tem de ser mau (...) eu nasci do prazer, não foi estupro, não. Vá pra p**ra! Pessoa quando é infeliz assim deve ter nascido de trep**a mal dada, sarro de trem”.

Solange foi grotesca e cruel. Essa fala estarrecedora machucou milhares de mulheres que se solidarizaram com Samira.Violência sexual não é sexo mal-feito! É violência… usar estupro como ofensa é cuspir na dor de vítimas reais. Impressionante como alguém consegue transformar um crime hediondo em arma de ataque em um jogo. Dizer que alguém é fruto de um estupro é uma violência verbal e dói em todas nós.

Agora me pergunto, quem é a desumana nesta edição? 

Ana Paula também já foi alvo da maldade de Solange em outro momento, com uma fala muito cruel dela, em que afirmou que “Deus não deu filhos a ela porque não tem a capacidade de amar”. Irônico é que já apontaram o dedo tanto para a mineira dizendo que ela é a cruel… 

A atriz mexe com tantas feridas das mulheres que, às vezes, eu, Vanessa, acho que a desumana é ela que não entende absolutamente nada de Deus. Ela segue nessas falas pesadas e amargas. Ainda vimos o crime de transfobia ao usar o termo travesti no masculino.

Não são falas mal colocadas, são falas pesadas, de dor e sofrimento às pessoas que vivem lutando por seus direitos.

Possivelmente Tadeu Schmidt faça um pronunciamento hoje, ao vivo, devido à pressão popular sobre a questão da fala do “estupro”, mas são tantas coisas que precisam ser ditas, que o Brasil vai lutar por essa justiça.

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