Posso puxar papo com o maquinista do metrô? Entenda por que dar um simples "bom dia" pode colocar a viagem em risco
Operador de trens é responsável por se certificar de que ações humanas não vão provocar efeito dominó que poderá prejudicar toda a operação do sistema metroferroviário

A maioria dos metrôs do Brasil e do mundo é automatizada e moderna nos dias de hoje. No entanto, a atividade do maquinista é essencial para o bom funcionamento dos sistemas.
No Rio de Janeiro, por exemplo, é comum que os condutores de trem abram a janela da cabine quando a composição chega na plataforma. A atitude pode parecer desnecessária, mas é muito mais importante do que se imagina.
O que dizem os maquinistas sobre pessoas que querem conversar durante as viagens?
De acordo com Vinícius Caetano, agente de segurança do Metrô Rio, analisar a plataforma na hora que o trem abre as portas para receber os passageiros evita que alguns problemas prejudiquem a operação.
"Nessa hora, ele está verificando se está tudo ok para fechar portas e seguir viagem. Isso permite checar se todos os passageiros estão dentro do vagão, se há algo preso nas portas ou alguém ultrapassando a faixa amarela", explica o profissional.
Vinícius alerta que esse momento exige muito do maquinista. "Por isso, é importante que você não fale com o condutor nesse momento para não desviar a sua atenção. Fica a dica", orienta o agente.
Vale ressaltar que todo sistema metroferroviário funciona como um carrossel: quando as composições chegam nas últimas estações, elas retornam em outras vias, como se funcionassem em círculo. Se um trem apresenta problema, toda a operação é prejudicada.
Algumas atitudes de passageiros podem contribuir para que o sistema apresente lentidão e prejudique a rotina de trabalho e de estudo de quem depende dos trens.
Segurar as portas, ultrapassar a faixa amarela - correndo riscos de cair na via - e deixar objetos caírem na região dos trilhos podem atrapalhar todo o funcionamento do sistema.
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