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    Após Fitch, agência DBRS eleva para BB classificação de risco do Brasil, com perspectiva estável

    Em seu comunicado, a agência indica que a atualização "reflete principalmente a diminuição dos riscos para as perspectivas fiscais"

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    Dólar | Mercado Financeiro | Ações | Bolsa de Valores jcomp/Freepik

    Danilo Moliternoda CNN

    São Paulo

    A agência de classificação de risco DBRS Morningstar elevou a nota de crédito do Brasil de “BB-” para “BB”, com tendência estável. Na quarta-feira (26), a Fitch Ratings realizou o mesmo movimento.

    Em seu comunicado, a agência indica que a atualização “reflete principalmente a diminuição dos riscos para as perspectivas fiscais”.

    A DBRS destaca que as ações do governo para elevar a arrecadação levaram a previsão do déficit público para 2023 a 1% do Produto Interno Bruto (PIB) — em recuo considerável ao mencionado no Orçamento do ano, de 2,3% do PIB.

    Além disso, aponta que o novo marco fiscal projeta superávit primário de 1% do PIB para 2026. A agência diz esperar que a medida seja promulgada pelo Congresso em breve.

    “Em nossa opinião, mesmo que as metas primárias não sejam alcançadas, o novo quadro sinaliza que os resultados fiscais continuarão melhorando durante o governo Lula”, diz o comunicado.

    Ao anunciar a elevação de sua nota, a Fitch considerou fatores semelhantes. Segundo a agência, há um “desempenho macroeconômico e fiscal melhor do que o esperado”.

    DBRS vê positivamente agenda de reformas

    A agência destaca que as perspectivas de crescimento de médio prazo do Brasil ainda são “um desafio importante”. Mas vê de maneira positiva as reformas econômicas implementadas nas duas últimas administrações.

    “Reformas nos mercados de crédito, regulamentações trabalhistas e concessões de infraestrutura podem acabar impulsionando o investimento e a produtividade mais do que o esperado atualmente”, aponta.

    Entre as medidas mencionadas pela DBRS está a reforma tributária, que foi aprovada na Câmara e será votada no Senado no segundo semestre. Segundo a nota, ela “pode melhorar as perspectivas de crescimento ao longo do tempo”.

    Dentre as preocupações da agência para o cenário macroeconômico do país está a dívida pública.

    “O novo quadro fiscal estabelece uma trajetória de redução do déficit até 2026, mas mesmo que as metas sejam alcançadas, a consolidação resultante pode não ser suficiente para estabilizar a dinâmica da dívida”, alerta.

    Fazenda comenta

    Após a DBRS elevar a nota de crédito do Brasil, o Ministério da Fazenda emitiu nota em que atribui o avanço à melhora das condições fiscais do país e à agenda de reformas em curso.

    “Tais movimentos demonstram percepções de melhora nas condições fiscais e econômicas e o reconhecimento de que as medidas e reformas em curso no país estão no caminho certo”.