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    Após interromper investimentos e exportações, Heineken anuncia que sairá da Rússia

    Empresa já havia interrompido novos investimentos e exportações para a Rússia e havia parado a venda, produção e publicidade de sua cerveja no país

    Heineken: "Estamos chocados e profundamente entristecidos ao ver a guerra na Ucrânia continuar a se desenrolar e se intensificar"
    Heineken: "Estamos chocados e profundamente entristecidos ao ver a guerra na Ucrânia continuar a se desenrolar e se intensificar" Foto: Kham/Reuters

    Chris Liakosdo CNN Business

    A cervejaria holandesa Heineken disse na segunda-feira que sairá do mercado russo após uma revisão de suas operações desencadeada pela invasão da Ucrânia.

    “Concluímos que a propriedade dos negócios da Heineken na Rússia não é mais sustentável nem viável no ambiente atual. Como resultado, decidimos deixar a Rússia”, disse a empresa em comunicado.

    A Heineken já havia interrompido novos investimentos e exportações para a Rússia e havia parado a venda, produção e publicidade de sua cerveja da marca Heineken no país.

    “Estamos chocados e profundamente entristecidos ao ver a guerra na Ucrânia continuar a se desenrolar e se intensificar”, acrescentou a empresa.

    A cervejaria Moretti e Amstel disse que pretende transferir o negócio para um novo proprietário, respeitando as leis russas e internacionais.

    “Para garantir a segurança e o bem-estar contínuos de nossos funcionários e minimizar o risco de nacionalização, concluímos ser essencial continuar com as operações recentemente reduzidas durante este período de transição”, acrescentou.

    A cervejaria disse que pagará salários a seus 1.800 funcionários na Rússia até o final de 2022 e “fará o possível para proteger seus futuros empregos”.

    A Heineken espera perdas de 400 milhões de euros (US$ 439 milhões) com a mudança.

    “Após a conclusão da transferência, a Heineken não terá mais presença na Rússia”, disse a empresa.

    A empresa informou em fevereiro que seus volumes de cerveja russa cresceram alguns pontos percentuais em 2021, impulsionados pela demanda mais forte pelas marcas premium Heineken, Miller e Dr Diesel. Também relatou crescimento para seu negócio de cidra líder de mercado na Rússia.

    Dezenas de empresas em todos os setores da economia abandonaram a Rússia ou congelaram suas operações desde a invasão em 24 de fevereiro.

    A cervejaria rival AB InBev (BUD), fabricante da Budweiser e outras marcas, disse que “solicitou ao acionista controlador” de suas operações na Rússia que suspendesse a licença para a produção e venda da Bud no país. A empresa também está “perdendo todos os benefícios financeiros” de suas operações de joint venture.

    Os funcionários ainda serão pagos.

    Rival Carlsberg também sai

    A Carlsberg também avisou nesta segunda-feira que vai sair do mercado russo e assumir perda não financeira “substancial”, disse a cervejaria dinamarquesa. em meio à crescente pressão sobre a Rússia após a invasão da Ucrânia.

     

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

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