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    Black Friday deve movimentar R$ 4,2 bilhões em 2022, diz CNC

    Caso a projeção da CNC se concretize, o volume de vendas será 1,1% maior do que no ano passado

    Black Friday: principais destaques da pesquisa foram as quedas de 17% no valor de sapato masculino, 13% em lavadora de roupa, 10% em smartwatch e 8% em fones de ouvido
    Black Friday: principais destaques da pesquisa foram as quedas de 17% no valor de sapato masculino, 13% em lavadora de roupa, 10% em smartwatch e 8% em fones de ouvido Pexels/Karolina Grabowska

    Lucas Janoneda CNN

    no Rio de Janeiro

    A Black Friday no Brasil deve movimentar aproximadamente R$ 4,2 bilhões em 2022, segundo pesquisa divulgada nesta quarta-feira (9) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

    O valor é 1,1% maior em comparação com a mesma data no ano passado, descontada a inflação.

    Caso a projeção da CNC se concretize, a Black Friday vai registrar a maior movimentação financeira desde que a data foi incorporada ao calendário do varejo nacional, em 2010. Neste ano, a data em que lojistas promovem uma série de descontos em diversos produtos acontece no dia 25 de novembro.

    De acordo com o levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, as vendas na Black Friday registraram um ‘boom’ desde o início da pandemia de Covid-19, já que a crise sanitária “acelerou o processo de digitalização do consumo”.

    Em 2020, elas avançaram 13,2% em relação ao evento do ano anterior.

    Outro diferencial para a Black Friday em 2022 é a Copa do Mundo no Catar, que tem início previsto para 20 de novembro. Somente com produtos relacionados ao mundial, o varejo brasileiro espera faturar cerca de R$ 1,48 bilhão.

    “Os segmentos de móveis e eletrodomésticos (R$ 1,09 bilhão) e de eletroeletrônicos e utilidades domésticas (R$ 0,92 bilhão) deverão responder por quase metade da movimentação financeira prevista para a data. Tendem a se destacar ainda os ramos de hiper e supermercados (R$ 0,91 bilhão) e de vestuário, calçados e acessórios (R$ 0,77 milhões)”, destaca um trecho da pesquisa da CNC.

    A expectativa otimista está atrelada à menor pressão inflacionária. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o IPCA, em novembro do ano passado, era de 10,7%, o maior desde o início de 2016. Já para novembro de 2022, a expectativa é um patamar inferior.

    Na contramão, a taxa de juros aparece como um dificultador para o consumidor brasileiro, segundo o levantamento. A taxa de juros atualmente no Brasil está em 13,75% ao ano. Em novembro de 2021, os juros eram de 9,25% ao ano, de acordo com os dados do Banco Central (BC).

    Por fim, a CNC fez um levantamento para avaliar o potencial de descontos efetivos durante a Black Friday. Por 40 dias, a entidade coletou 180 preços dos itens mais buscados pela internet e descobriu que 39% deles revelaram tendência de redução.

    Os principais destaques da pesquisa foram as quedas de 17% no valor de sapato masculino, 13% em lavadora de roupa, 10% em smartwatch e 8% em fones de ouvido.

    Comércio aquecido

    Nesta quarta-feira, a CNC comemorou o resultado da Pesquisa Mensal do Comércio divulgada pelo IBGE, que apontou um crescimento de 1,1% nas vendas de setembro, o melhor resultado para o mês desde 2019. A entidade esperava uma alta de 0,7% em relação a agosto.

    “O varejo fechou o terceiro trimestre de 2022 em aceleração, indicando, assim, perspectivas favoráveis para os três últimos meses do ano – período no qual o comércio contará com eventos relevantes, tais como: Natal, Copa do Mundo e Black Friday”, destacou a confederação.