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    Brasil precisa dobrar investimento em saneamento para atingir universalização, diz especialista

    À CNN Rádio, a presidente-executiva do Instituto Trata Brasil Luana Pretto defendeu que governantes precisam entender que saneamento “é fonte de transformação”

    Nos 1.100 municípios que ainda não estão com níveis satisfatórios de investimento são aplicados R$ 55 por ano por habitante
    Nos 1.100 municípios que ainda não estão com níveis satisfatórios de investimento são aplicados R$ 55 por ano por habitante Foto: Mauro Artur Schlieck / Prefeitura da Joinville

    Amanda Garciada CNN

    São Paulo

    É preciso dobrar o volume de investimentos em saneamento básico para atingir a meta de universalização do serviço até 2033.

    A avaliação é da presidente-executiva do Instituto Trata Brasil Luana Pretto, em entrevista à CNN Rádio.

    “O saneamento tem ciclo de médio e longo prazo, entre licitação, projetos, licenciamento ambiental e obras”, explicou.

    Dessa forma, “só depois de tudo isso a população sente o ganho do acesso à água e coleta de tratamento de esgoto.”

    A especialista destaca que o investimento anual do Brasil é de R$ 20 bilhões, sendo que, para chegar na meta, o ideal seria de R$ 44,8 bilhões.

    Nos 1.100 municípios que ainda não estão com níveis satisfatórios de investimento são aplicados R$ 55 por ano por habitante.

    Nos regulares, o valor é de R$ 113 por ano por habitante.

    “A solução definitiva passaria por algo da ordem de R$ 200  por ano por habitante”, afirmou Luana.

    Os piores indicadores do Brasil estão no Norte e Nordeste.

    “Temos estados nessas regiões que não priorizaram o tema, não pararam para entender a realidade do estado.”

    A presidente-executiva do Trata Brasil trouxe uma reflexão: “É preciso acabar com o entendimento velho de que ‘obra enterrada não dá voto’, saneamento é fonte de transformação do estado e governantes não enxergam isso.”

    Ela separou os estados em dois grupos: os que buscaram soluções, como São Paulo, que investe 200 reais por ano por habitante, e outros que não tomaram decisão nem para análise, como Amazonas, Piauí, Maranhão e Pernambuco.

    *Com produção de Bruna Sales