Chegaremos ao pico de obras no 2º semestre, diz CEO da Log

Sergio Fischer detalha plano de expansão da companhia, parceria com Itaú e perspectivas para setor de galpões logísticos em 2026

Da CNN Brasil
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A Log planeja atingir um recorde de projetos simultâneos no segundo semestre de 2026, com 20 obras em andamento distribuídas por 18 praças e 16 estados brasileiros.

A informação foi revelada por Sergio Fischer em entrevista exclusiva ao CNN Money, na qual ele detalhou as estratégias da companhia para o período.

Fischer destacou que grande parte dos investimentos será direcionada ao Nordeste, região que, segundo ele, apresenta demanda latente por estruturas logísticas de qualidade.

"Grande parte desses investimentos vão ser feitos no Nordeste, que é uma região muito carente e que está com uma demanda muito latente para a economia de classe A, de qualidade", afirmou. Projetos nas regiões Sudeste, Sul e Norte do país também estão previstos.

Parceria com o Itaú e maior venda da história da companhia

Um dos destaques da entrevista foi o anúncio de uma parceria com o Itaú para a criação de um fundo imobiliário.

Fischer classificou a operação como "a maior venda da história da companhia", envolvendo um portfólio de 11 ativos com 333 mil metros quadrados de área alocável, distribuídos em cidades como Belém, Contagem, Cuiabá, Feira de Santana, Juiz de Fora, Maceió, Sumaré, Viana e Uberaba. A Log permanecerá como gestora dos ativos após a transação.

Do ponto de vista financeiro, Fischer explicou que a operação permitirá à companhia reciclar capital e reduzir significativamente sua alavancagem. Após a conclusão da transação, a dívida líquida da Log ficará muito próxima de zero, o menor nível dos últimos cinco anos.

"Nessa transação específica, a gente teve uma margem bruta de 33%. Ou seja, estamos entregando muito resultado para o nosso acionista", declarou.

Fundo imobiliário como veículo de investimento

Fischer descreveu o novo fundo como uma espécie de "mini-Log", com ampla diversificação geográfica e setorial, sem concentração excessiva em nenhum segmento específico da economia.

O executivo afirmou que o veículo já nasce com um volume relevante de ativos e que a Log pretende realizar novas transações no mesmo formato ao longo do ano.

"A tendência é que a gente faça novas transações. Queremos fazer novas transações esse ano. A gente vê espaço para isso", disse.

Inteligência artificial e o futuro dos galpões logísticos

Questionado sobre as perspectivas de longo prazo para o setor, Fischer avaliou que a inteligência artificial deve impulsionar ainda mais a penetração do e-commerce no Brasil, que hoje está entre 13% e 14%.

Para ele, esse crescimento aumentará a demanda por galpões de qualidade próximos aos centros de consumo.

"As perspectivas do setor são muito positivas e a IA vai ajudar bastante, vai ser outro vento de cauda, como foi a pandemia, para crescer esse portfólio de galpões pelo país como um todo", afirmou.

Sobre o futuro físico das instalações, Fischer pontuou que a infraestrutura dos galpões não deve mudar de forma significativa, mas que as operações internas serão cada vez mais automatizadas, com uso crescente de robôs e maquinário.

Ele mencionou que alguns galpões da Log já operam com poucos trabalhadores humanos e grande volume de automação.

"Você aumenta a produtividade e reduz o custo para o cliente final, que é o que importa para essas plataformas", concluiu.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
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