Com rebanho de 234,4 milhões, Brasil tem mais gado que pessoas, mostram dados do IBGE

Segundo IBGE, pecuária bateu recorde de produção em diversos setores em 2022

População bovina é 15% maior que a humana no Brasil
População bovina é 15% maior que a humana no Brasil Jakob Cotton/Unsplash

Da CNN*

São Paulo

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta-feira (21) a Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) referente ao ano de 2022.

Entre os recordes registrados pela pecuária brasileira no período, está o da quantidade de cabeças de gado no país.

Em 2022, o Brasil terminou com 234,4 milhões animais, um crescimento de 4,3% em relação ao ano anterior. Mato Grosso é o maior estado produtor, com 34,2 milhões de cabeças – 14,6% do total nacional.

De acordo com o último censo demográfico do IBGE, o Brasil tinha 203.062.512 habitantes em 2022. Logo, a população de gado no país é 15% maior que a humana.

Principais regiões produtoras

O Centro-Oeste é a principal região produtora de gado com 77,2 milhões de animais – número 4,7 vezes maior do que o de pessoas na região, que tem 16,3 milhões de habitantes. Mas o maior aumento de rebanho ficou com o Norte, impulsionado pelos pastos de Rondônia, do Pará, Tocantins e Acre.

Apesar de Mato Grosso liderar o ranking nacional, o município com maior quantidade de cabeças é paraense: São Félix do Xingu, com rebanho de 2,5 milhões de animais.

Segundo o Censo 2022, a cidade tem 65.418 habitantes. Isso significa que o número de cabeças de gado é 38 vezes maior que a quantidade de moradores.

Produção recorde

O valor total da produção pecuária em 2022 foi de R$ 116,3 bilhões, um aumento de 17,5% em relação ao ano anterior.

O setor atingiu diversos recordes no ano passado impulsionado principalmente por produtos de origem animal, como ovos de galinha e mel de abelha.

Além dessas categorias, o leite também se destacou.

Apesar de a atividade leiteira ter decrescido 1,6% no ano passado, o valor total da produção aumentou 17,7%, alcançando R$ 80 bilhões, o que indica que o preço médio pago pelo leite ao produtor foi de R$ 2,31 – aumento de 19,7% em um ano.

*Com informações da Agência Brasil

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