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    Confiança do consumidor aumenta 1,4 ponto em maio, a 88,2 pontos, diz FGV

    Componente que mede perspectivas sobre as finanças familiares nos próximos meses foi que mais influenciou a melhora do indicador no mês

    Daniela Amorim, do Estadão Conteúdo

    A confiança do consumidor subiu 1,4 ponto em maio ante abril, na série com ajuste sazonal, informou nesta quinta-feira (25) a Fundação Getulio Vargas (FGV). O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) ficou em 88,2 pontos. Em médias móveis trimestrais, o índice avançou 1,2 ponto, segunda alta consecutiva.

    “Após acomodar no mês passado, a alta da confiança dos consumidores foi motivada pela melhora das expectativas para os próximos meses, desenho que aconteceu também de forma disseminada entre as faixas de renda, com exceção às famílias de maior poder aquisitivo, cujas perspectivas futuras pioraram”, afirmou Anna Carolina Gouveia, economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.

    “O resultado pode estar associado à sensação de alívio da inflação no curto prazo, resiliência do mercado de trabalho e aumento do salário mínimo”, acrescenta.

    A especialista explica também que “em paralelo, porém, o cenário de alto endividamento das famílias, crédito caro e incertezas econômicas ajudam a manter o indicador em patamar baixo e sensível a flutuações constantes, tornando difícil uma sinalização mais clara de uma recuperação sustentada da confiança”.

    Em maio, o Índice de Situação Atual (ISA) recuou 0,8 ponto, para 71,3 pontos. O Índice de Expectativas (IE) subiu 2,8 pontos, para 100,4 pontos, melhor resultado desde março de 2019, quando estava em 101,1 pontos.

    O componente que mede as perspectivas sobre as finanças familiares nos próximos meses foi o que mais influenciou a melhora da confiança em maio, com alta de 5,2 pontos, para 105,3 pontos, maior patamar desde janeiro de 2019 (108,7 pontos).

    O item que mede o grau de otimismo com a situação econômica geral avançou 3,7 pontos, para 116,1 pontos. Por outro lado, a intenção de compras de bens duráveis caiu 0,6 ponto, para 79,9 pontos.

    Na avaliação sobre o momento atual, o item que mede as finanças familiares teve queda de 2,1 pontos, para 61,5 pontos, enquanto a satisfação sobre a situação econômica local do consumidor subiu 0,6 ponto, para 81,7 pontos, quarto mês consecutivo de altas.

    A análise por faixa de renda mostra piora na confiança em maio apenas entre os mais ricos: no grupo de famílias com renda mensal acima de R$ 9.600,01, houve redução de 1,4 ponto.

    Entre os consumidores com renda familiar abaixo de R$ 2.100,00 mensais, houve aumento de 6,1 pontos; no grupo que recebe de R$ 2.100,01 a R$ 4.800,00, alta de 2,7 pontos; e no grupo com renda familiar entre R$ 4.800,01 e R$ 9.600,00, elevação de 3,4 pontos na confiança.

    “Após o recuo de 7,9 pontos em abril, os consumidores com renda familiar abaixo de R$ 2.100,00 recuperam parte da confiança, influenciados, principalmente, pela melhora das perspectivas sobre as finanças familiares e da situação econômica local para os próximos meses”, apontou a FGV.

    A Sondagem do Consumidor coletou entrevistas entre os dias 1º e 22 de maio.