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    Contra resistência, governo sugere a relator ajuste na reforma tributária

    Palácio do Planalto considera mudança no conselho federativo necessária para diminuir oposição de governadores e prefeitos e viabilizar votação até o final da semana que vem

    Poder do conselho federativo tem sido criticado por governadores e prefeitos, sobretudo de São Paulo e Rio de Janeiro
    Poder do conselho federativo tem sido criticado por governadores e prefeitos, sobretudo de São Paulo e Rio de Janeiro 20/12/2022REUTERS/Adriano Machado

    Gustavo UribeLarissa Rodriguesda CNN

    em Brasília

    O governo federal sugeriu à Câmara dos Deputados que seja feito um ajuste no texto da reforma tributária para a mudança nas prerrogativas do conselho federativo. Pela proposta, caberia a um colegiado federal, formado por representantes das unidades federativas, administrar o imposto resultado da fusão entre o ICMS e o ISS.

    O poder do conselho federativo tem sido criticado por governadores e prefeitos, sobretudo de São Paulo e Rio de Janeiro, para os quais ele deve diminuir a independência das unidades federativas na arrecadação dos impostos.

    Segundo relatos feitos à CNN, o Palácio do Planalto sugeriu ao relator da proposta, deputado federal Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), que deixe mais claro na proposta a independência das unidades federativas.

    E também inclua a garantia de que caberá aos fiscos dos estados produtores a arrecadação do imposto único e, posteriormente, o repasse às unidades federativas de destino.

    Em entrevista à CNN, o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, também reconheceu que há margem de negociação para reduzir o imposto sobre os produtos da cesta básica.

    Pela proposta, eles teriam um percentual que seria 50% do imposto padrão. O Ministério da Fazenda avalia diminuir para 30%, o que agrada partidos de centro não alinhados ao governo petista.