COP30 terá maior presença indígena

Primeira conferência do clima da ONU realizada na Amazônia deve mobilizar povos originários de diferentes países em busca de maior espaço nas decisões internacionais

Vinícius Murad, da CNN, São Paulo, SP
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A COP30, que acontecerá em novembro em Belém do Pará, marcará um momento histórico ao ser a primeira conferência do clima da ONU realizada na Amazônia. O evento promete uma participação sem precedentes dos povos indígenas nas negociações internacionais sobre mudanças climáticas.

A presença indígena nas conferências do clima tem apresentado um crescimento significativo nos últimos anos. Em 2022, durante a conferência no Egito, foi inaugurado o primeiro pavilhão exclusivo para povos originários. Já em Dubai, no ano seguinte, essa participação se expandiu ainda mais, estabelecendo uma tendência ascendente de representatividade.

Reconhecimento e Protagonismo

O embaixador André Correia do Lago, em sua quinta carta oficial da presidência da COP30, enfatizou a importância da participação popular, destacando que os povos indígenas "não são vítimas passivas da mudança do clima, mas líderes vivos do cuidado, da resiliência e da regeneração".

As discussões previstas para o encontro em Belém incluirão temas cruciais como financiamento climático, justiça social e proteção das florestas tropicais. O evento representa uma oportunidade significativa para os povos indígenas consolidarem sua voz em um dos principais fóruns da diplomacia mundial.

A relação dos povos indígenas com o meio ambiente é considerada fundamental para a proteção ambiental, sendo essencial que os recursos anunciados durante a conferência do clima sejam direcionados para apoiar iniciativas diretamente nos territórios. O Acordo de Paris já reconheceu o conhecimento indígena como conhecimento científico válido no combate à crise climática.

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