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    Desenrola: renegociação da faixa 1 começa na última semana de setembro

    Nesta última etapa, programa irá beneficiar pessoas com renda de até 2 salários mínimos ou que estão inscritas no CadÚnico

    Programa vale só para dívidas feitas entre 1º de janeiro de 2019 e 31 de dezembro de 2022
    Programa vale só para dívidas feitas entre 1º de janeiro de 2019 e 31 de dezembro de 2022 katemangostar/Freepik

    Elaine Bastda CNN

    São Paulo

    A última etapa do Programa Desenrola Brasil deve ser iniciada entre os dias 25 e 29 de setembro, segundo o Ministério da Fazenda. O programa de renegociação de dívidas foi uma promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Nas contas do Ministério da Fazenda, 70 milhões de pessoas que têm hoje o CPF negativado podem se beneficiar do programa. Para a pasta, são pessoas que poderão ter acesso ao crédito novamente, voltando a consumir e, com isso, trazer impulso para o crescimento econômico.

    A próxima etapa vai beneficiar os consumidores que fazem parte da Faixa 1 do programa. Nesse grupo está a população com renda de até R$ 2.640,00 (dois salários mínimos) ou que está inscrita no Cadastro Único do governo federal.

    Poderão ser renegociadas as dívidas limitadas a até R$ 5 mil, parceladas em 60 vezes. O programa vale só para dívidas feitas entre 1º de janeiro de 2019 e 31 de dezembro de 2022.

    A taxa de juros vai ser de 1,99% ao mês e a parcela mínima de R$ 50,00. Para fazer a renegociação vai ser necessária a inscrição nos canais digitais do governo.

    Por enquanto apenas as dívidas bancárias podem ser renegociadas. De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), R$ 8,1 bilhões foram refinanciados até agora.

    Desde o dia 17 de junho, quando o programa começou, cerca de 1 milhão de pessoas conseguiram renegociar as dívidas atrasadas junto aos bancos. A primeira etapa foi direcionada para a população com renda de até R$ 20 mil.

    Segundo o Serasa, a inadimplência em julho caiu. Foi o segundo mês seguido de queda. As dívidas bancárias e as de cartão de crédito foram as que tiveram maior redução na inadimplência, com uma queda de 1,6 ponto percentual.

    Ainda assim, o número de pessoas com dívidas em atraso no país continua alto: 71 milhões de pessoas inadimplentes, o que representa 43,72% da população adulta no Brasil.

    Veja também: Entenda como funciona o Desenrola Brasil