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    Desmembramento da PEC acende sinal de alerta para mercado, diz especialista

    Apesar do sufoco do governo nos bastidores da votação acirrada na noite desta quarta-feira, já era esperado pelos investidores o andamento da reforma tributária no Senado depois de tantos acordos políticos

    Discussão e votação das propostas no plenário da Câmara dos Deputados.
    Discussão e votação das propostas no plenário da Câmara dos Deputados. Agência Câmara

    Débora Oliveirada CNN

    O mercado financeiro apresentava estabilidade nesta quarta-feira (9), após a aprovação da reforma tributária no plenário do Senado na véspera. No entanto, o desmembramento da PEC acendeu a luz amarela para alguns especialistas, já que abre a possibilidade de uma desidratação ainda maior, explica Gustavo Cruz, estrategista-chefe da RB Investimentos.

    A PEC passou em dois turnos no plenário por 53 votos (apenas quatro a mais que o necessário) a 24, e agora volta para a Câmara, com chance de ser promulgada sem as mudanças inseridas pelos senadores. Arthur Lira já defendeu o fatiamento da proposta para acelerar o processo.

    “A quantidade de exceções e a possibilidade da PEC desidratar nessa volta para a Câmara dos Deputados são os pontos mais preocupantes no momento, mas ainda assim é uma reforma que tem um impacto positivo na economia”, explica Gustavo Cruz, estrategista-chefe da RB Investimentos.

    O sistema do jeito que estava era considerado como um dos piores do mundo. Em várias métricas de competitividade, o Brasil sempre estava lá atrás por conta da complexidade do sistema.

    Gustavo lembra que quando fala com empresários locais e externos, sempre ouve deles como é complicado saber se pagou corretamente os impostos, por isso ele considera que reduzir um pouco a complexidade da tributação já ajuda.

    “Fazer o IVA deve elevar a produtividade das empresas adiante”, segundo o estrategista.

    Calmaria

    Ainda assim, a aprovação da PEC veio em bom momento para acalmar os ânimos dos investidores, em meio à piora da percepção com as contas públicas. O mercado acordou estável após a aprovação da reforma tributária, registrando leve queda na curva de juros futuros e com o câmbio de lado.

    Apesar do sufoco do governo nos bastidores da votação acirrada na noite desta quarta-feira, já era esperado pelos investidores o andamento da reforma tributária no Senado depois de tantos acordos políticos.

    Para Marília Fontes, sócia-fundadora da Nord Research, tudo que foi aprovado está dentro do escopo que o mercado já imaginava. “Não devemos ver nenhuma grande reação na bolsa, nem para o câmbio e taxa de juros”, disse Marília.

    Dúvidas sobre a PEC

    Em relação à revisão dos regimes especiais a cada 5 anos, o mercado não acredita que isso será colocado em prática devido ao histórico político do país, já que uma vez que um benefício é concedido, dificilmente ele é retirado depois.