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    Dívidas afetam felicidade e relações familiares de inadimplentes, diz pesquisa

    82% dos entrevistados com dívidas admitiram que estas têm afetado frontalmente sua felicidade

    As dívidas em atraso afetam o apetite de 66% das pessoas ouvidas
    As dívidas em atraso afetam o apetite de 66% das pessoas ouvidas Foto: Peter Dazeley / Getty Images

    Francisco Carlos de Assis, do Estadão Conteúdo

    Dívidas em atraso têm tirado, literalmente, tirado o sono de 84% dos brasileiros que se encontram inadimplentes, mostra a pesquisa “Raio-X dos Brasileiros em Situação de Inadimplência”, realizada numa parceria entre MFM Tecnologia e o Instituto Locomotiva.

    A situação é tal que 82% dos entrevistados com dívidas admitiram que estas têm afetado frontalmente sua felicidade.

    As dívidas em atraso, segundo afirmou o diretor de Pesquisas do Instituto Locomotiva, João Paulo Cunha, têm prejudicado até as relações familiares dos inadimplentes. De acordo com ele, 81% destas pessoas disseram que as dívidas têm sido motivos de brigas dentro de casa.

    As dívidas em atraso afetam o apetite de 66% das pessoas ouvidas.

    A MFM e o Instituto Locomotiva ouviram 1.020 mulheres e homens com idade acima de 18 anos em todo o Brasil entre os dias 19 e 28 de setembro. O levantamento constatou que 30% dos lares brasileiros têm dívida em atraso.

    Quando perguntado para os devedores com contas atrasadas sobe quais os motivos que os levaram à inadimplência, a maioria disse que foi a perda de emprego, falta de planejamento e empréstimo do nome para terceiros.

    Ainda, de acordo com Cunha, 18% afirmaram que se tornaram inadimplentes porque ficaram doentes e tiveram que usar o dinheiro para tratamento. “Neste contexto, boa parte dos endividados estão e vão usar o Auxílio Brasil para pagar dívida. Por isso o auxílio não está afetando varejo”, disse o diretor do Instituto Locomotiva.

    Ainda, segundo a pesquisa, 25% dos inadimplentes disseram que vão conseguir quitar as dívidas em atraso. O que é mais um fator de preocupação, de acordo com Cunha, é que 40% dos entrevistados disseram que pretendem contrair um novo empréstimo para quitar as contas em atraso.

    Mas a principal estratégia, segundo as respostas, passará pelo corte de consumo, o que se apresenta como mais um desafio para o comércio.

    “Outro aspecto interessante foi rodízio de contas. 60% já deixaram de pagar uma conta para pagar outra atrasada. Isso foi mais frequente entre as classes D e E e faz com que nem todas as pessoas consigam ficar adimplentes com todas as contas”, observou o diretor do Instituto Locomotiva.