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    Durante encontro do Mercosul, chanceler uruguaio critica o bloco

    Discurso aconteceu durante reunião de ministros das relações exteriores em Puerto Iguazú, na Argentina

    Francisco Bustillo repetiu o tom crítico que vem sendo adotado pelo presidente do seu país, Luis Lacalle Pou
    Francisco Bustillo repetiu o tom crítico que vem sendo adotado pelo presidente do seu país, Luis Lacalle Pou Foto: Isac Nóbrega/PR

    Pedro Teixeirada CNN

    Puerto Iguazú, na Argentina

    O ministro das Relações Exteriores do Uruguai, Francisco Bustillo, criticou duramente nesta segunda-feira (3) a atuação do Mercosul em relação a acordos com as principais potências econômicas. O discurso foi feito durante reunião de ministros das relações exteriores em Puerto Iguazú, na Argentina.

    O chanceler uruguaio repetiu o tom crítico que vem sendo adotado pelo presidente do seu país, Luis Lacalle Pou.

    Bustillo voltou a questionar os países membros do bloco sobre o acordo com a União Europeia e disse que ainda espera uma resposta sobre as negociações com a China.

    Recentemente, o Uruguai avançou em um tratado bilateral com o país asiático. O acordo fora do Mercosul gerou questionamentos dos outros países.

    “O Uruguai avançou e finalizou um estudo de viabilidade com a China. Informamos isso no âmbito da presidência temporária do Paraguai [2022]. Na ocasião, os demais membros manifestaram sua preocupação de que também gostariam de realizar um estudo no mesmo sentido. Bem, a China está esperando, o Uruguai está esperando”, enfatizou.

    O ministro uruguaio disse que o seu país prefere que o negócio seja feito, mas que não irá aceitar uma posição de “imobilidade”.

    “Como já dissemos repetidamente, para o Uruguai é sempre melhor estar acompanhado em qualquer mesa de negociação na Argentina, Brasil e Paraguai. Sem prejuízo do que, a única coisa que não vamos permitir é a imobilidade”, disse Bustillo.

    O chanceler de Lacalle Pou, presidente do Uruguai, lembrou os outros ministros das Relações Exteriores que o Mercosul não tem acordo com “nenhuma das dez principais potências econômicas e comerciais do mundo”.