Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Epic Games abre processo antitruste contra Google

    Alvos do processo são Play Store e taxas do Google para assinaturas de aplicativos e transações únicas

    CEO da Epic alega que Google controla, vigia e tributa transações entre usuários e desenvolvedores
    CEO da Epic alega que Google controla, vigia e tributa transações entre usuários e desenvolvedores REUTERS/Annegret Hilse

    Brian Fungda CNN

    A Epic Games, criadora do jogo “Fortnite”, abriu um processo nos Estados Unidos contra o Google.

    O processo dá abertura a um confronto antitruste que pode remodelar a forma como os usuários de smartphones da Android obtêm aplicativos e pagam pelos conteúdos.

    O processo da Epic no Tribunal Distrital dos EUA no Distrito Norte da Califórnia tem como alvo a Google Play Store, com foco nas taxas do Google para assinaturas de aplicativos e transações únicas, junto com outros termos que desenvolvedores de aplicativos como a Epic dizem que ajudaram o Google a manter um monopólio ilegal em distribuição de aplicativos.

    A batalha legal segue um debate de anos sobre como os operadores de lojas de aplicações como Google e a Apple promovem um ecossistema aberto e competitivo.

    As big techs argumentam que suas lojas de aplicativos ajudam a liberar bilhões em receitas para pequenas empresas, ao mesmo tempo que garantem que os usuários de Android e iOS se beneficiem da supervisão de segurança fornecida pelos gigantes da tecnologia.

    O júri pode ouvir testemunhas importantes de ambos os lados, incluindo o CEO do Google, Sundar Pichai, e o CEO da Epic, Tim Sweeney.

    A briga judicial remonta a 2020, quando a Epic lançou o Project Liberty, um plano para contornar os termos da loja de aplicativos da Apple e do Google. Essa mudança da Epic forçou um confronto com as duas empresas.

    A Epic atualizou o aplicativo Fortnite para incentivar os jogadores a pagar pelo conteúdo do aplicativo diretamente pelo site da Epic – em vez de usar os sistemas de pagamento da Apple e do Google. Essa jogada desencadeou uma violação dos termos de desenvolvedor das lojas de aplicativos.

    A mudança também fez com que ambas as lojas de aplicativos removessem o aplicativo Fortnite de suas plataformas.

    Desse modo, usuários do sistema iOS não poderiam mais acessar o jogo. O caso da Epic envolvendo a Apple poderá em breve ser analisado pela Suprema Corte.

    O Fortnite ainda está disponível em dispositivos Android por meio de canais alternativos ao do Google.

    Enquanto isso, Sweeney alegou que o Google “controla, vigia e tributa as transações entre usuários e desenvolvedores”, em violação da lei antitruste dos EUA.

    O Google argumentou que a Epic simplesmente quer acesso aos 2,5 bilhões de usuários da Play Store em todo o mundo sem ter que pagar para apoiar a plataforma, e que uma vitória da Epic poderia prejudicar a capacidade do Google de oferecer uma alternativa competitiva do Android ao iOS da Apple.

    “O mais relevante para nós é mostrar ao júri como o Android criou mais opções, flexibilidade e abertura do que qualquer outra plataforma, e que a Epic realmente aproveitou esse nível de escolha e flexibilidade”, disse Wilson White, vice-presidente do Google de políticas públicas e assuntos governamentais.

    “Como resultado, essas alegações desnecessárias que eles fizeram deveriam fracassar.”

    O processo contra o Google envolveu inicialmente uma ampla gama de demandantes, incluindo dezenas de procuradores-gerais estaduais e consumidores individuais, bem como o Match Group, empresa de namoro online que possui aplicativos como Tinder, Hinge e Match.

    Mas o Google reduziu com sucesso a lista de oponentes que enfrentaria no julgamento, ao chegar a vários acordos para remover outros demandantes do caso.

    A Epic agora enfrentará o Google apenas no tribunal.

    Veja também: Big techs estão distorcendo o debate sobre a regulação das redes sociais?

    Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

    versão original