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    Estados Unidos criam 339 mil vagas e desemprego sobe para 3,7% em maio

    Pressões salariais também estão diminuindo, o que deve oferecer algum conforto às autoridades do Fed que lutam para levar a inflação de volta à meta

    Maioria dos economistas espera que o crescimento do emprego continue pelo menos até o final do ano
    Maioria dos economistas espera que o crescimento do emprego continue pelo menos até o final do ano REUTERS/Brian Snyder

    Por Lucia Mutikani, da Reuters

    A criação de vagas de emprego nos Estados Unidos superou as expectativas em maio, mas uma moderação nos salários pode permitir que o Federal Reserve pule um aumento da taxa de juros neste mês pela primeira vez desde que iniciou sua agressiva campanha de política monetária mais de um ano atrás.

    A economia norte-americana abriu 339 mil vagas fora do setor agrícola no mês passado, disse o Departamento do Trabalho em seu relatório de emprego nesta sexta-feira (2).

    Os dados de abril foram revisados ​​para mostrar criação de 294 mil postos de trabalhos, em vez de 253 mil conforme relatado anteriormente.

    Economistas consultados pela Reuters previam abertura de 190 mil vagas em maio.

    Apesar das fortes contratações, a taxa de desemprego subiu para 3,7%, de uma mínima de 53 anos de 3,4% em abril.

    As pressões salariais também estão diminuindo, o que deve oferecer algum conforto às autoridades do Fed que lutam para levar a inflação de volta à meta de 2% do banco central dos EUA.

    O salário médio por hora subiu 0,3%, após alta de 0,4% em abril. Isso reduziu o aumento anual dos salários para 4,3%, de 4,4% em abril. O crescimento salarial anual era em média de cerca de 2,8% antes da pandemia.

    O relatório indicou que o mercado de trabalho permanece forte e ofereceu mais evidências de que a economia está longe de uma temida recessão, embora mais bolsões de fraqueza estejam surgindo.

    Apesar das demissões no setor de tecnologia depois que as empresas contrataram em excesso durante a pandemia do Covid-19 e o peso dos custos de empréstimos mais altos em habitação e manufatura, o setor de serviços, incluindo lazer e hotelaria, continua se recuperando depois que as empresas lutaram para encontrar trabalhadores nos últimos dois anos.

    Setores como saúde e educação também enfrentaram aceleração das aposentadorias.

    O preenchimento dessas aposentadorias e o aumento da demanda por serviços são alguns dos fatores que impulsionam o crescimento do emprego.

    A demanda reprimida por trabalhadores foi ressaltada por dados do Departamento do Trabalho nesta semana, mostrando que havia 10,1 milhões de vagas no final de abril, com 1,8 vaga para cada desempregado.

    A maioria dos economistas espera que o crescimento do emprego continue pelo menos até o final do ano.