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    EUA criam 150 mil vagas de trabalho em outubro; taxa de desemprego sobe a 3,9%

    Dados vieram mais fracos do que o esperado por economistas e pode fortalecer as expectativas de que o Federal Reserve não vai mais aumentar as taxas de juros do país

    Pessoas em fila para pedido de auxílio-desemprego em Fort Smith, Arkansas (EUA) 06/04/2020REUTERS/Nick Oxford
    Pessoas em fila para pedido de auxílio-desemprego em Fort Smith, Arkansas (EUA) 06/04/2020REUTERS/Nick Oxford Foto: StockSnap/Pixabay

    Da CNN*

    em São Paulo

    A economia dos Estados Unidos criou 150 mil empregos em outubro, em termos líquidos, segundo relatório publicado nesta sexta-feira, 3, pelo Departamento do Trabalho do país. O resultado ficou abaixo da mediana das expectativas de analistas consultados pelo Projeções Broadcast, de 183 mil postos de trabalho.

    O relatório, conhecido como payroll, mostrou ainda que a taxa de desemprego dos EUA subiu para 3,9% em outubro, ante 3,8% em setembro. A previsão era de que a taxa permaneceria em 3,8% no mês passado.

    O Departamento do Trabalho revisou para baixo os números de criação de empregos de setembro, de 336 mil para 297 mil, e também de agosto, de 227 mil para 165 mil.

    Em outubro, o salário médio por hora teve alta de 0,21% em relação a setembro, ou US$ 0,07, a US$ 34,00, variação que ficou abaixo da projeção do mercado, de 0,30%. Na comparação anual, houve ganho salarial de 4,10% no último mês, superior à previsão de 4%.

    O relatório pode fortalecer as expectativas do mercado financeiro de que o Federal Reserve não vai mais aumentar as taxas de juros no ciclo atual.

    O banco central dos EUA manteve as taxas inalteradas na quarta-feira, mas não fechou a porta para um novo aumento, em um sinal de que a economia está se recuperando.

    Embora as pressões salariais estejam diminuindo devido à expansão da mão de obra e ao menor número de pessoas mudando de emprego, o crescimento anual da média de ganhos por hora permanece acima dos 3,5% que, segundo os economistas, é consistente com a meta de inflação de 2% do Fed.

    *Com Estadão Conteúdo e Reuters